Binder celebra 2º posto e melhorias da KTM para 2022: “agora a moto vira”

Uma das maiores surpresas do GP do Catar do último domingo foi o segundo posto conquistado por Brad Binder na pista de Lusail – um local tido como um dos piores do ano da MotoGP para a equipe austríaca KTM. Antes desta última corrida, o time só havia conseguido um tímido 8º lugar como melhor resultado no local.

Saindo de sétimo no grid, Binder crê que sua boa largada tenha sido a chave para a boa prova.

“Foi uma largada inacreditável. Não tive exatamente a melhor reação, mas assim que comecei a mudar de marcha, fui com os caras na minha frente”, disse Binder.

“Ir para o terceiro lugar imediatamente foi um grande benefício. Consegui manter a calma no início e ter cuidado para proteger os pneus porque sabíamos que estaríamos um pouco no limite, especialmente com a traseira. Houve um ponto na corrida em que estávamos fazendo 1min54s altos e pensei que poderia ir assim, mas então Pol Espargaró foi para 1min54s baixo e pensei ‘ok, isso eu não consigo’.”

“Eu apenas tentei permanecer o mais consistente que pude e dei o máximo que pude desde o início. Quando o Enea passou, eu não tinha nada para ele, tentei o meu melhor para não exagerar e não cometer erros. Tiro o chapéu para os dois caras aqui, eles fizeram um trabalho incrível. Foi tão difícil e nas últimas duas voltas eu forcei tanto. difícil tentar fechar, mas sim, não o suficiente.”

Quando perguntado de onde vieram os grandes ganhos para que a KTM andasse bem em uma pista que anteriormente nunca foi bem, Binder disse que agora a moto “está virando”.

“A moto vira agora. Normalmente, especialmente no ano passado, a menos que estivéssemos freando muito forte, lutávamos para fazer a frente virar sob ângulo de inclinação. Agora posso soltar o freio dianteiro e ter muito mais velocidade nas curvas. Isso faz uma diferença enorme. Isso dá a você muito mais confiança porque você não precisa estar no limite em todas as curvas.”

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