Bastianini crê que novo pódio possa pressionar Ducati a lhe dar moto atualizada

O italiano Enea Bastianini conseguiu seu segundo pódio na MotoGP no último final de semana, no GP da Emília Romanha. Ele passou ninguém menos que Fabio Quartararo na última volta da prova, botando um pouco de água no chope do campeão mundial.

Entretanto o top 3 foi inesperado para Bastianini, que caiu três vezes juntando o TL4 e classificação no sábado.

“Foi um fim de semana muito difícil para mim, no sábado destruí três motos em oito voltas”, brincou Bastianini. “Não estava confiante para chegar ao pódio, mas depois de algumas voltas durante a corrida vi o meu ritmo e estava muito perto do primeiro grupo, com Marc (Márquez) e Pecco (Bagnaia).”

“Nas últimas dez voltas forcei muito para me recuperar e vi o Fabio (Quartararo) bem perto de mim na última volta. A luta com o Fabio foi muito estranha porque ele estava lutando pelo título, mas dentro de mim acho que só queria chegar em terceiro lugar. Estou feliz. Quero agradecer à minha equipe porque fizeram um trabalho muito, muito bom ontem e também hoje. Parabéns ao Fabio porque foi incrível durante toda a temporada.”

“Mas esta corrida foi realmente diferente em relação a Misano 1, porque estava muito frio. Também acho que o pneu médio na frente foi uma boa escolha”, disse Bastianini.

“O Pecco e também o Jack colocam o duro na frente, mas a meio da curva não era bom com este pneu. Tentei também no teste (após Misano 1) o dianteiro duro e caí duas vezes. Por isso tentamos com o médio e foi a boa escolha.”

Tendo se classificado entre os dez primeiros apenas uma vez nesta temporada, Bastianini acha que ainda precisa melhorar aos sábados.

“Toda a vez largo de 9º a 16º, e isso não é bom para a corrida porque tenho que fazer muitas ultrapassagens”, disse ele.

Mas olhando para a próxima temporada, Bastianini visa receber uma moto 2022 da Ducati. Entretanto, por ora, ele deverá ter apenas uma moto 2021 de fábrica.

“No próximo ano acho que terei a moto 2021, mas com todo o melhor material possível”, disse ele. “Falei neste fim de semana com a Ducati, mas acho que a moto 2022 é impossível de receber no próximo ano”.

“Mas depois desta corrida, vamos verificar novamente com Gigi (Dall’Igna) e Davide (Tardozzi) e vamos ver com Carletto (Pernat), meu empresário. Vamos fazê-lo trabalhar.”

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