Bagnaia dispara: “se um piloto da MotoGP morresse, não correríamos”

Depois de cair na segunda volta enquanto liderava a prova, Francesco Bagnaia não teve nada para comemorar no final de semana do GP da Itália. Entretanto, o infortúnio na pista não significou muito para o piloto da Ducati, que reclamou da organização da MotoGP por autorizar a corrida do último domingo em Mugello.

Segundo Bagnaia, não deveria haver corrida após a morte do suíço Jason Dupasquier, vitimado em um acidente durante a classificação da Moto3 no último sábado.

“Pedi para não correr”, disse Bagnaia. “Não era o correto para mim. Terminar em primeiro ou último não mudaria nada. Foi um dos piores dias da minha vida.”

“Se acontecesse com um piloto de MotoGP não correríamos. Não estou feliz com a decisão de alguém de nos deixar correr depois de uma notícia como esta. Não importa se eu caí. Estou apenas pensando nele, na família dele. Perdemos um piloto de 19 anos. Isso é muito difícil de aceitar e difícil de aceitar a decisão de correr hoje.”

O italiano acrescentou que o timing da notícia divulgada pelo hospital – entre as corridas da Moto3 e Moto2 – somado ao minuto de silêncio tornam as coisas especialmente difíceis.

“Depois da notícia, disse à minha equipe, ao Davide (Tardozzi, diretor da Ducati) que preferia não correr. Mas este é o nosso trabalho. Temos que fazê-lo”, acrescentou.

“Já em 2016 quando perdemos o Luis Salom eu estava na mesma situação. Antes da corrida fizemos um minuto de silêncio e, como hoje, foi muito difícil durante o minuto de silêncio não deixar as lágrimas rolarem.”

“O hospital tem de declarar quando alguém falece. Foi uma situação em que foi muito difícil. O que não aceito é que corremos. Como disse antes, se fosse com um piloto de MotoGP, não correríamos.”

Quartararo vence em fim de semana trágico. Confira a análise do GP da Itália no FullGas Podcast: