Álex Márquez relembra síndrome compartimental: “impossível controlar”

Depois do problema tido por Fabio Quartararo durante o GP da Espanha de MotoGP no último domingo, muitas dúvidas foram levantadas quanto à síndrome compartimental. E Álex Márquez, que sofreu com o problema na Moto2, relembrou sua experiência.

O quadro se dá quando o músculo do antebraço cresce demasiadamente devido ao excesso de esforço e acaba inchando. Isso paralisa a circulação local e faz o piloto perder força muscular.

“Sim, fiz uma cirurgia no final de 2016, acho que foi”, iniciou Álex.

“Tive problemas com isso na Moto2 e em ambos os braços, porque naquela época ainda usávamos muito a embraiagem na Moto2, por isso os dois braços estavam um pouco desgastados. Aí, fiz a operação.”

“Como melhorar? Isso é o principal para todo mundo. Acho que todos têm seu método, e todo mundo acredita em uma coisa para evitar a síndrome compartimental (arm pump). Mas no final, quando você tem, você tem.”

“Muitos pilotos que não tiveram este problema, penso que é porque nascem um pouco diferentes nesta parte do braço. Portanto, não sou um médico para dizer qual é a diferença exata, mas é muito difícil de controlar quando a síndrome compartimental começa.”

Depois de se tocar com Iker Lecuona e abandonar o GP da Espanha ainda na primeira volta, Álex Márquez confessou que não tem passado por uma fase boa. O piloto pontuou apenas uma vez nas quatro provas até aqui em 2021.

“Bem, não é realmente fácil, honestamente. Mas é algo que precisamos aceitar e precisamos estar focados”, falou.

“Por isso, estou sempre tentando ver coisas positivas em coisas negativas. Então é verdade que não foi um bom começo, mas ainda falta muito, 14, 15 corridas para o fim. A situação pode mudar muito de um fim de semana para o outro, e precisamos estar ali.”

“Temos de nos manter focados e chegar a Le Mans 100% motivados, 100% prontos para lutar desde o início e esperar que a situação mude um pouco lá.”

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