A notícia caiu como uma “bomba” no MotoGP: Dani Pedrosa, da Honda, anunciou que vai parar de correr até recuperar, na totalidade, da síndrome compartimental, que tem afetado o antebraço. A carreira estaria mesmo em risco.
O chamado ‘arm pump’ é bastante comum nos pilotos de motos e é caracterizado pelo aumento da pressão no interior dos músculos, nervos e vasos sanguíneos. Assim, o fluxo sanguíneo é interrompido, o que pode resultar até em invalidez permanente do local afetado.
“É evidente que não posso continuar correndo assim porque não posso dar o máximo de mim”, explicou o espanhol, em comunicado, poucas horas depois do sexto lugar no GP do Qatar, primeira prova da temporada.
“Tenho vivido em silêncio esta situação difícil. Tentei por todos os meios corrigi-lo, mas não consegui”, lamentou, garantindo que a equipe oficial da Honda estava a par do que se passa.
“No ano passado, no meio da temporada, fiz uma cirurgia, que não me ajudou em nada. A situação foi muito difícil, com dores fortes em todas as corridas”, explicou.
“Procurei uma solução em todos os lados, falei com vários médicos, mas nenhum me recomendou a operação. Sugeriram-me algumas técnicas, mas é evidente que não consigo continuar nestas condições”, esclareceu.
Pedrosa explica que, apesar dos esforços, não conseguiu resolver o problema e reconhece que não pode continuar a correr nestas condições. A síndrome compartimental apresenta sintomas como dor progressiva, cãibras, paralisia e inchaço localizado.
“Não sei o que vai acontecer, mas tenho que tentar encontrar uma solução. É evidente que assim não posso continuar correndo, porque não posso dar o melhor de mim”, reforçou.
“É preciso olhar em frente. Vamos tentar fazer o máximo possível e ver se podemos encontrar uma solução logo que possível, mas para já não tenho respostas do que vai acontecer”, concluiu.