Os pilotos da Ducati Marlboro Team, Loris Capirossi e Sete Gibernau estão prontos para enfrentar a aventura americana em Laguna Seca – a pista mais imprevisível do calendário. O ondulado circuito californiano se assemelha a um rodeio para pilotos que precisam controlar suas motos a velocidades que chegam a atingir os 340km/h numa pista estreita e ondulada onde a velocidade média é de apenas 155km/h.
Capirossi, que liderou o Campeonato do Mundo até sofrer uma queda no GP da Catalunha já provou o sucesso em Laguna Seca. O italiano que venceu o GP dos EUA da 250cc em 1993 está entusiasmado para voltar ao circuito americano.Seu colega de equipe, Sete Gibernau, espera poder estar melhor do que no GP da Alemanha, em que rodou pela primeira vez desde a fratura em sua clavícula esquerda no dia 18 de junho na Catalunha.
Loris Capirossi:
“Na Alemanha estava com 85% da minha capacidade física e nos EUA estarei ainda melhor. Estou muito feliz por voltar a Laguna Seca. A pista é muito boa, muito técnica e agora que fizeram alterações de segurança poderá estar ainda melhor.Pelo que ouvi aumentaram as áreas de escape e o piso na curva 1. Além disso retiraram a saliência antes da “Corkscrew”. Recapearam toda a pista porque o piso antigo era escorregadio. Gosto da maior parte do circuito, mas especialmente da “Corkscrew” até o fim da volta. É preciso um chassi muito resistente para ser rápido em Laguna, porque há muitos lugares em que é preciso mudar rapidamente de direção. Também é preciso um bom controle de motor porque partes da pista são muito estreitas para a MotoGP”.
Sete Gibernau:
“Vi pela primeira vez em Laguna Seca em 1993. É uma daquelas pistas que todo muito conhece mesmo quem nunca tenha rodado lá, por causa da “Corkscrew” e do layout do traçado, que é muito diferente do que estamos habituados.
“Rodei naquele circuito pela primeira vez no ano passado e gostei muito. Gostei da energia, do público e de estar nos EUA. Se fato tudo foi muito bom, com exceção de ter tido dois dias de treinos bem diferentes, pareceu então uma pista muito difícil. Acho que este ano será diferente. A equipe está trabalhando muito bem e acho que vamos conseguir algo positivo ainda que dependa muito da condição do meu ombro. Na Alemanha não estava muito bem, mas já voltei a falar com meu cirurgião em Barcelona, e acho que estarei um pouco melhor em Laguna”.
Livio Suppo: Diretor de projeto Ducati MotoGP
“Estamos ansiosos que chegue Laguna. O GP dos EUA do ano passado foi fantástico, e claro que os EUA são um mercado interessante para nós, já que há muitos fãs da Ducati naquele país. O Loris e o Sete deverão estar em condições físicas melhores para esta corrida. Laguna será interessante, pois foi recapeada e modificada e esperamos que funcione bem para nossa moto”.