Indy: Palou acerta estratégia e vence em St. Pete

Álex Palou venceu neste domingo (1) o GP de São Petersburgo, corrida que abriu a temporada de 2026 da Indy. O piloto da Chip Ganassi tomou a liderança da prova após a primeira rodada de paradas nos boxes no circuito montado nas ruas da cidade localizada na Flórida e se aproveitou de uma disputa entre Marcus Ericsson e Scott McLaughlin para vencer a primeira etapa do ano.

Álex Palou
Foto: James Black

A segunda posição terminou nas mãos de McLaughlin, que largou da pole position e liderou a parte inicial da disputa, antes de ser superado por Palou. O piloto da Penske foi seguido por Christian Lundgaard, terceiro com a McLaren, enquanto Kyle Kirkwood, da Andretti, cruzou a linha de chegada na quarta posição, seguido por Pato O’Ward, da McLaren.

Marcus Ericsson chegou a duelar pela vitória, mas completou a prova com a sexta posição com um carro da Andretti, enquanto Josef Newgarden, da Penske, foi o sétimo. Romain Grosjean, que reestreou na categoria pela Dale Coyne, foi o oitavo. Rinus VeeKay, da Juncos Holliger, e Dennis Hauger, da Dale Coyne, completaram o top-10. Caio Collet, que fez sua estreia, foi o 17º com a AJ Foyt.

A Indy dá sequência à temporada de 2026 já no próximo sábado, quando será disputada a etapa de Phoenix, primeiro oval da temporada, marcado para o Phoenix Raceway, em Avondale.

Confira como foi a corrida

A corrida em São Petersburgo começou com Scott McLaughlin mantendo a primeira colocação, sendo seguido por Marcus Ericsson em segundo. Álex Palou superou Dennis Hauger para tomar o terceiro lugar, relegando o norueguês ao quinto posto, já que Marcus Armstrong também o superou para tomar a quarta posição. Caio Collet avançou para a 22ª posição.

Ainda nos metros iniciais, Sting Ray Robb e Santino Ferrucci bateram, com Mick Schumacher atingindo os dois competidores. A bandeira amarela foi acionada imediatamente. Alexander Rossi se dirigiu aos boxes logo na terceira volta, trocando os pneus duros pelos macios, o que foi seguido por Scott Dixon também.

A corrida foi retomada na sexta volta, com McLaughlin mantendo a liderança. Will Power, no meio do pelotão, superou Kyle Kirkwood para tomar a 14ª posição em sua estreia pela Andretti. Na sétima volta, os três primeiros colocados, McLaughlin, Ericsson e Palou, passavam a abrir vantagem em relação aos concorrentes.

Com dez voltas, Ericsson partiu para o ataque sobre McLaughlin, em disputa pela liderança da prova. Atrás, Collet foi superado por Rossi e Dixon, e voltou ao 22º lugar. Na 12ª volta, Malukas acertou o muro com o carro da Penske após o pneu dianteiro esquerdo furar, parando na área de escape e perdendo muitas posições. O piloto conseguiu retornar para a prova.

McLaughlin mantinha a liderança, mesmo com Ericsson a menos de um segundo de distância. Os dois voltaram a ter Palou próximo, enquanto Armstrong e Hauger completavam a lista dos cinco melhores. Mais atrás, Louis Foster, Felix Rosenqvist e Pato O’Ward batalhavam pela sétima colocação na 18ª volta de corrida. Collet, a esta altura, aparecia em 18º.

Em 13º, Power foi aos boxes para sua primeira parada nos boxes na volta 22, enfrentando problemas na roda dianteira direita e, depois, vendo a suspensão quebrar, deixando a disputa. Foster fez sua parada no giro seguinte, passando a usar pneus macios. Pouco depois, Collet apareceu na 16ª posição, em seu melhor posto na prova até o giro 26.

Christian Rasmussen rodou na volta 27 após sofrer um toque com Kyffin Simpson, retornando a prova pouco depois. Chamava atenção o avanço de Josef Newgarden, que após largar do final do grid, aparecia na 12ª posição. A corrida chegou na volta 30 com McLaughlin na ponta, seguido por Ericsson, Palou, Armstrong e Hauger. Collet aparecia na 15ª posição.

Kirkwood e Rosenqvist visitaram os boxes na volta 32, enquanto Simpson fez sua parada no giro seguinte. O’Ward e Lundgaard, ambos pilotos da McLaren, fizeram suas paradas na volta 35. Na volta seguinte, McLaughlin, o líder, foi aos boxes, o que foi seguido por Grosjean, Newgarden e Rahal. Na volta 37, foi a vez de Ericsson e Hauger fazerem suas trocas de pneus e reabastecimento, com o sueco retornando à frente do neozelandês da Penske.

Armstrong fez sua parada na volta 38, retornando na frente de Ericsson, que o superou na sequência. Palou foi mais um a parar nos boxes, este na volta 39, voltando à frente dos rivais. McLaughlin deixou Armstrong para trás pouco depois, ganhando uma posição. Dixon, em outra estratégia, foi outro a visitar os boxes, agora na volta 40.

A bandeira amarela foi acionada no mesmo giro após uma das rodas do carro de Dixon se soltar, obrigando o neozelandês da Chip Ganassi a abandonar a prova. Neste momento, Foster liderava a corrida, seguido por VeeKay, Palou, Rossi e Ericsson. Collet, que também fez sua primeira parada nos boxes, ocupava a 18ª colocação neste momento.

Foster, VeeKay, Rossi, Siegel, Rosenqvist e Collet aproveitaram a neutralização da prova para visitar os boxes. Com essa movimentação, Palou retomou a liderança da corrida. A relargada em São Petersburgo veio na volta 44 com McLaughlin partindo para o ataque sobre Ericsson pela segunda posição da prova. Sting Ray Robb rodou, mas retornou ao circuito.

Palou disparou 1,6 segundos de vantagem sobre Ericsson na volta 48, que também tinha diferença confortável para McLaughlin. Armstrong e Kirkwood completavam o grupo dos cinco melhores, enquanto Collet ocupava a 18ª posição em sua primeira corrida na mais importante categoria de monopostos dos Estados Unidos.

A corrida entrou na metade final com Power de volta a corrida após ter um problema na suspensão que o obrigou a parar nos boxes para que a Andretti consertasse o carro. Palou, o líder, disparou 3,5 segundos de vantagem sobre Ericsson. Por outro lado, McLaughlin, em terceiro, era pressionado por Armstrong, Kirkwood e O’Ward.

Com 62 voltas, Palou seguia se aproveitando dos pneus macios para ampliar cada vez mais sua vantagem, chegando a dez segundos de frente para os adversários. Mais atrás, Collet seguia na 18ª posição, em um momento em que a corrida estava em compasso de espera para a última janela de paradas nos boxes.

Ericsson, em segundo, sofria pressão de McLaughlin na volta 63. A ultrapassagem veio na curva 1 na volta 65, com o neozelandês da Penske tomando o segundo lugar. O sueco da Andretti acabou também superado por Armstrong e pela dupla da McLaren, com Lundgaard e O’Ward. Assim, o ex-Fórmula 1 foi aos boxes, o que foi seguido por Armstrong e Simpson.

Palou, com 14 segundos de vantagem, foi aos boxes na volta 68, recebendo pneus duros pela primeira vez na corrida. McLaughlin tomou a liderança, mas foi aos pits no giro seguinte, o que foi seguido por O’Ward. Na volta seguinte, Grosjean e Collet fizeram novo pit stop, enquanto os pilotos de Penske e McLaren se tocaram, com o mexicano levando a pior.

Newgarden, que herdou a liderança, e VeeKay, fizeram mais um pit na volta 70. Com estas paradas, Palou voltou à primeira posição, agora seguido por Foster, Rosenqvist, Malukas e Kirkwood, todos estes em outras estratégias. McLaughlin era o sexto, nove segundos distante do líder. Na volta 76, Foster foi aos boxes, o que foi seguido depois por Rosenqvist e Malukas.

A corrida entrou nas 20 voltas finais com Palou carregando pouco mais de cinco segundos de vantagem sobre Kirkwood, que tinha McLaughlin próximo. No pelotão de trás, Collet aparecia em 18º, próximo de Graham Rahal, seu adversário mais próximo. Na volta 89, o espanhol da Chip Ganassi voltou a abrir vantagem sobre os rivais.

Com oito voltas para o final, Kirkwood passou a ser pressionado por McLaughlin e Lundgaard. Com sete para o final, os dois superaram o piloto da Andretti, que despencou para o quarto lugar. Com Palou disparado na frente, a briga passou a ser pelo segundo lugar, com o piloto da Penske suportando a pressão do adversário da McLaren.

Palou seguiu para vencer a prova no complemento da centésima volta de corrida em São Petersburgo. McLaughlin e Lundgaard fecharam o top-3. Caio Collet terminou com o 17º lugar.