Fora da Fórmula 1 desde o fim de 2024, Daniel Ricciardo revelou enorme respeito pelos pilotos da IndyCar antes de sua primeira visita às 500 Milhas de Indianápolis. O australiano admitiu que a tradicional prova americana o assusta, ao comentar as diferenças entre as categorias.
Ricciardo estará presente na 110ª edição da Indy 500 no fim de maio e falou sobre o evento durante participação no podcast Speed Street, apresentado pelo piloto Conor Daly. O ex-piloto da Fórmula 1 também comentou a percepção comum de que a F1 teria os melhores pilotos do mundo, algo que segundo ele, nunca gerou sentimento de superioridade dentro do paddock.
“Jamais existiu uma conversa do tipo ‘somos os melhores, a F1 é isso, estamos acima’,” afirmou o australiano. Oito vezes vencedor na categoria, Ricciardo explicou que seu sonho de infância sempre esteve ligado à Fórmula 1 por influência de Ayrton Senna, mas reforçou que isso nunca significou desprezo por outras categorias do automobilismo.
“Quando você chega a esse nível, entende o que está envolvido em competir. Até no Kart, vencer uma corrida já é difícil. Tem muita coisa envolvida”, afirmou.

O australiano destacou ainda as diferenças entre os carros da IndyCar e da Fórmula 1, especialmente nas provas em circuitos ovais: “Vocês fazem uma disciplina muito diferente, principalmente nas pistas ovais em comparação às corridas em circuitos com muito downforce. É diferente o que vocês fazem”, disse o australiano.
Ao falar especificamente sobre a Indy 500, Ricciardo não escondeu a mistura de admiração e receio: “Eu digo isso há muitos anos, isso me assusta demais. É incrível”, afirmou o ex-piloto da Red Bull Racing e da McLaren.
Desde sua saída da Fórmula 1 após o GP de Singapura de 2024, quando foi substituído por Liam Lawson na então VCARB, atual Racing Bulls, Ricciardo revelou que precisou de um período afastado das pistas para redescobrir sua vida fora do automobilismo.
Agora, porém, o australiano afirmou viver um novo momento e demonstrou entusiasmo incomum para acompanhar a Indy 500 de perto, mas como espectador: “Provavelmente nunca estive tão animado desde criança para ir a uma corrida apenas como fã”, acrescentou.
Ricciardo comparou a expectativa pela prova americana à experiência que teve ao visitar Daytona pela primeira vez no fim do ano passado: “Algumas coisas você simplesmente precisa ver pessoalmente. Tenho uma ideia de como será, vivi o automobilismo a vida inteira, mas ainda assim haverá coisas que vão me impressionar muito”, finalizou o australiano.
