Brown relembra fracasso de Alonso na Indy 500

Zak Brown classificou a eliminação de Fernando Alonso nas 500 Milhas de Indianápolis de 2019, como ‘a pior experiência da sua vida’. O CEO da McLaren relembrou o episódio durante um evento em Miami e admitiu que falhou ao não montar a estrutura adequada para a tentativa do espanhol na tradicional prova americana.

A McLaren voltou em definitivo à IndyCar em 2020 e desde então reconstruiu sua presença na categoria. No entanto, antes da consolidação do projeto, a equipe viveu um de seus momentos mais difíceis justamente com Alonso, que não conseguiu sequer se classificar para a Indy 500 em 2019, após enfrentar problemas elétricos durante a preparação.

O espanhol já havia disputado a corrida em 2017, quando abandonou a prova após abrir mão de participar do GP de Mônaco de Fórmula 1 naquele ano. Dois anos depois, porém, o resultado foi ainda mais frustrante para todos os envolvidos no projeto da McLaren.

Falando durante o Autosport Business Exchange, realizado em Miami no último fim de semana, Brown relembrou os desafios enfrentados no início de sua trajetória à frente da McLaren: “Especialmente nos primeiros anos, houve grandes obstáculos. Você precisa ter uma mentalidade de nunca desistir, de que falhar não é uma opção”, disse ele.

O dirigente reconheceu que acumulou erros ao longo da carreira, e apontou justamente o episódio envolvendo Alonso como o mais marcante publicamente: “Provavelmente o meu maior erro público foi não conseguir classificar Fernando Alonso para as 500 Milhas de Indianápolis. Naquele momento, foi a pior experiência da minha vida”, afirmou.

Zak Brown (USA) McLaren Executive Director.
Foto: XPB Images

Apesar disso, Brown afirmou que o fracasso acabou servindo como aprendizado para a evolução da equipe na IndyCar: “Tenho orgulho disso, o que parece estranho, mas é por causa da maneira como reagimos e aprendemos com aquilo”.

O CEO da McLaren assumiu total responsabilidade pela situação e admitiu que ignorou seus próprios instintos durante a montagem do projeto: “Foi minha culpa no fim das contas, porque não coloquei as peças certas e as pessoas certas nos lugares certos. Eu não confiei no meu instinto e decepcionei a mim mesmo”, acrescentou.

Brown destacou ainda que a experiência ajudou a equipe a crescer nos anos seguintes: “Desde então terminamos em segundo lugar duas vezes na Indy 500 e já batemos disputando a liderança. Nas corridas, quando você bate, conserta o carro, entende o motivo do acidente e volta imediatamente para a pista. Foi exatamente isso que fizemos”, encerrou o CEO da McLaren.