Sperafico considera não ter culpa na batida em Vancouver

Sétima etapa da temporada da Fórmula Mundial, o GP de Vancouver teve um desfecho nada agradável para Alexandre Sperafico, que abandonou na 21ª volta, num acidente com o canadense Patrick Carpentier. Àquela altura da prova, o brasileiro da Conquest, que já tinha feito um pit stop para reparos no aerofólio do carro número 14, era 17º colocado, a duas voltas dos líderes, e procurava facilitar a ultrapassagem do piloto da Forsythe, quarto colocado.

“O Patrick ficou muito nervoso na hora, bravo mesmo, mas quem viu o acidente sabe que eu fiz o que pude para não atrapalhar”, defendeu-se Sperafico. O brasileiro percebeu a aproximação do canadense, na saída de uma curva à esquerda, e manteve a trajetória da direita. “Fiquei no lado sujo da pista na reta, o Patrick vinha bem mais rápido, não sei como não me passou, porque eu até tirei o pé para diminuir um pouco mais o meu ritmo”, explicou.

O rendimento do Reynard-Ford da Conquest havia caído na quarta volta da corrida nas ruas de Vancouver, depois de um toque com o mexicano Roberto González na disputa pela 15ª posição. “Eu tive que ir para o box para trocar o bico do carro, mas acho que aquela batida afetou mais alguma coisa, porque o carro ficou muito lento”, admitiu Sperafico. “Quando os líderes começaram a chegar, eu procurei não atrapalhar ninguém. Com o Patrick foi assim, do mesmo jeito que eu já tinha feito antes com o Paul Tracy ”.

O brasileiro definiu o episódio como “um acidente normal de corrida”. “Fiz questão de procurar a direção de prova para dar a minha versão. Os comissários concordaram que foi uma batida normal”, ele contou. “Eu estava no lado ruim da pista e tinha até tirado pé, só faltou parar o carro. O Patrick deve ter pensado que já tinha feito a ultrapassagem. Quando eu fui fazer a curva, ele estava por fora e não deu para evitar a batida”.

Apesar do nervosismo de Carpentier, que desceu do carro muito irritado e gesticulando agressivamente, Sperafico entende que o canadense deveria ter sido mais prudente na manobra. “É fácil ficar bravo, qualquer um ficaria num acidente com um carro retardatário, mas ele também deveria ter se preocupado mais. Eu fiz a minha parte, até demais, mas não acho que só o retardatário deva prestar atenção numa situação dessas. Quem vem mais rápido tem que se preocupar”, finaliza.