Pela 88ª vez o Indianápolis Motos Speedway vai receber neste domingo, dia 30 de maio, a prova das 500 Milhas de Na tarde e início da noite deste domingo foi realizada a 88ª edição da prova mais tradicional do automobilismo Mundial, as 500 Milhas de Indianápolis. A prova inicialmente prevista para 200 voltas foi interrompida quando haviam sido percorridas 180 voltas em virtude da chuva que caia em parte do circuito.
Desde as primeiras horas do dia já se tinha dúvida sobre as condições climáticas que envolveriam a prova. Inicialmente com largada prevista para as 13 horas (horário de Brasília) sua largada foi adiada em 2 horas e treze minutos em virtude da pista estar molhada. Com isso, os carros tomaram a pista as 15h14 para a volta de apresentação.
Logo na largada o piloto da equipe Newmann Hass, Bruno Junqueira (Banco Rural/RM Sistemas/Telemont/Tele Sena), caiu da quarta para a sexta colocação. O ritmo da prova começou de forma muito acelerada com várias disputas por todo o pelotão. Por se tratar de uma prova muito longa, Bruno adotou uma estratégia mais conservadora em relação ao seu carro e com isso perdeu mais algumas posições.
A primeira bandeira amarela da prova foi provocada por um acidente com A. J. Foyt IV, na décima primeira volta. Cinco voltas mais tarde a bandeira verde foi agitada novamente e, a essa altura, Bruno já ocupava a 15ª posição. A corrida foi se desenvolvendo, mas, com 27 voltas completadas a prova foi interrompida por voltar a chover no circuito.
“Em 2002 passamos uma situação semelhante a essa aqui mesmo em Indianápolis, na época eu representava a equipe Chip Ganassi. O mais importante é não perder a concentração. No meu caso procuro focar-me exclusivamente nas novas possibilidades da prova e de uma possível mudança de estratégia”, comenta.
Aproximadamente 2h. após a largada a prova foi reiniciada. A essa altura havia um receio geral entre as equipes de que a prova não seria finalizada hoje, e, nesse caso, só seria finalizada amanhã. Mas, a pista foi seca e a prova recomeçou com muitas disputas. Bruno, com problemas aerodinâmicos em seu carro, mantinha-se entre a 15ª e a 20ª posições.
“Meu carro saia muito de frente. Não podia ter nenhum carro na minha frente que se eu entrasse no vácuo ficava quase impossível de controlar. Durante meus dois primeiros pits a equipe mexeu na regulagem do carro mas, não conseguiram corrigir o problema”, afirma o piloto.
Com 101 voltas completadas Bruno voltou aos boxes. Dessa vez a equipe conseguiu ajustar o acerto do carro e ele começou a sua recuperação. Voltou para a pista em 17º e veio mantendo-se nesta posição até que um acidente na volta 133 gerou nova bandeira amarela. Neste momento a maioria dos pilotos entrou nos boxes para reabastecimento e troca de pneus. Porém, como Bruno tinha parado há apenas 32 voltas, ele permaneceu na pista e assim chegou à primeira posição.
Na volta 135 aconteceu a relargada e nesse momento, com muita garra o piloto da equipe Newmann/Haas imprimiu um forte ritmo para a prova e consegui abrir mais de 3 segundos para o segundo colocado, Dan Wheldon. Com 150 voltas completadas Bruno permanecia na frente realizando voltas cada vez mais rápidas, com média superior a 215 milhas por hora. Mas, como já havia 50 voltas sem reabastecer Bruno teve de voltar aos boxes com bandeira verde e, com isso, acabou retornando na 19ª posição.
Porém, as voltas foram passando e os outros concorrentes também tiveram que voltar aos boxes, acendendo novamente as possibilidades para Bruno. Ao final da seqüência desses pits, Bruno estava na quinta colocação, seguido pelo brasiliense Vitor Meira. Mas, o que ninguém podia esperar é que a chuva voltasse ao circuito, exatamente o que aconteceu na volta 172. Dessa forma, a bandeira amarela foi mostrada novamente e, com 180 voltas completadas a direção de prova encerrou a corrida dando a vitória para o Norte-Americano Buddy Rice.
“Realmente estou muito feliz. Terminar esta prova é uma conquista muito especial para qualquer piloto. Tínhamos sérios problemas aerodinâmicos no começo da prova o que não nos dava perspectiva de um bom resultado. Mas, a competência da equipe em conseguimos acertar o carro no meio da prova foi preponderante para esse bom resultado. (…) Tínhamos a certeza de que nosso carro era competitivo. A Newmann/Hass é uma equipe vencedora e não viria aqui simplesmente para participar. O objetivo era brigar pela ponta e, se a prova não tivesse sido interrompida, temos certeza de que conseguiríamos chegar até melhor colocados do que chegamos”, completa Bruno.
A equipe Newmann/Haas segue nessa segunda-feira para Milwaukee onde no próximo final de semana Bruno participa da terceira etapa da Fórmula Mundial, Campeonato que ele participa regularmente e briga pela liderança com seu companheiro de equipe o francês Sebastien Bourdais.