A IndyCar anunciou que o piloto Justin Wilson, que esteve com sucesso em diversas categorias do automobilismo durante duas décadas de carreira, morreu hoje de uma lesão craniana adquirida na etapa de Pocono no dia 23 de agosto. Ele tinha 37 anos.
“Este é um dia triste para a IndyCar e a comunidade automobilística como um todo”, disse Mark Miles, CEO da IndyCar e do Indianapolis Motor Speedway. “A grande habilidade de pilotagem de Justin era combinada por sua delicadeza, caráter e humildade – que o tornou em um dos pilotos mais respeitados do paddock. Como sabemos, a indústria automobilística é uma grande família, e nossos esforços estarão em torno da família de Justin para assegurar que eles tenham o suporte necessário neste momento difícil”.
Wilson foi acertado por detritos de um acidente na volta 180 de uma prova de 200 voltas no trioval de 2,5 milhas. Wilson foi atendido pela equipe de segurança Holmatro e levado de helicóptero para o Lehigh Valley Hospital-Cedar Crest, na Pensilvânia.
Natural de Sheffield, Inglaterra, Wilson conquistou sete vitórias na Indy – a mais recente delas em 2012 no Texas – e oito pole-positions em 174 corridas. Ele liderou um total de 711 voltas em sua carreira, incluindo duas na corrida de domingo. Ele competiu na Fórmula 1 em 2013 com a Minardi e a Jaguar, e seus primeiros pontos na F1 foram marcados no GP dos Estados Unidos. Ele dividiu um carro da Michael Shank Racing vencedor da Rolex 24 em Daytona no ano de 2012.
Wilson, entusiasta do ciclismo, também foi embaixador da dislexia, uma doença caracterizada pela dificuldade de ler e que ele mesmo enfrentou quando jovem. Ele frequentemente falava com grupos nas pistas e visitava escolas próximas ao circuitos da Indy durante a temporada.
Wilson deixa sua mulher, Julia, e duas filhas.
