A fase canadense da temporada da Fórmula Indy terá sequência na noite brasileira deste domingo (25). A décima etapa terá como palco o traçado de 3.154 metros improvisado no Edmonton City Centre Airport, na província canadense de Alberta. Um traçado composto por 14 curvas e que tem características similares à de um circuito de rua. “Principalmente pelas muitas ondulações, lembra muito uma pista de rua”, diz o piloto brasileiro Vitor Meira.
A identificação de pontos em comum com os circuitos urbanos por onde a Fórmula Indy passa é vista como ponto positivo para Meira. “É o tipo de pista em que a gente tem conseguido os melhores desempenhos, porque o acerto do nosso carro é mais eficiente para essas condições”, constata, admitindo que a A.J. Foyt Racing enfrenta um pouco mais de dificuldades nas corridas realizadas em pistas ovais e em traçados mistos permanentes.
“Com tantas ondulações, você precisa pilotar com máxima segurança. O carro nunca vai estar perfeito, porque em cada trecho você enfrenta uma condição de pista diferente”, observa o brasileiro. “Acho que a chave para um desempenho bom é o trecho do miolo, você vem em segunda marcha antes de uma curva de alta e de uma reta longa, é um trecho em que saber lidar com as ondulações e os pedaços de borracha dos pneus que ficam ali pode fazer a diferença”.
Meira, no último domingo (18), foi 11º colocado na corrida disputada nas ruas de Toronto, depois de largar em último e de pilotar durante as 10 voltas finais com os pneus comprometidos por um toque no carro de Simona de Silvestro. Com o resultado, o brasileiro assumiu a 12ª posição na classificação do campeonato. Ele e a esposa Adriana aproveitaram a passagem pelo Canadá para conhecer, na terça-feira (20), a face canadense das Cataratas do Niágara.