Meira aponta particularidades da pista de Iowa

Depois de voltar a figurar entre os 10 melhores numa corrida da Fórmula Indy, Vitor Meira chega motivado à cidade de Newton, no estado de Iowa, onde no domingo (20) acontecerá a oitava etapa da temporada 2010. O brasileiro da A.J. Foyt Racing, em 13º lugar na classificação do campeonato, vê nas características peculiares do oval de pouco menos de uma milha a chave para obter rendimento satisfatório de seu Dallara-Honda número 14.

“Primeiro é necessário que nada dê errado. Mas, a sério, vejo que ter um bom carro nas curvas 1 e 2 é o mais importante de tudo. Se o carro funcionar bem nessas duas curvas, você vai estar bem nas curvas 3 e 4, ou seja, vai ter condição de fazer uma boa volta”, avalia o brasileiro. “É uma pista com dois traçados bem distintos. Nas curvas 3 e 4 eu prefiro sempre estar pelo lado de fora da pista, mas isso depende muito do acerto do carro”, resume.

Meira identifica na pista de Iowa o que se chama de “circuito trioval”. “Não há exatamente uma reta principal, essa reta é como se fosse um arco, o que faz a pista ser tecnicamente um trioval, mas sempre nos referimos a ela como uma pista de quatro curvas”, explica. “Nas curvas 1 e 2 existem ondulações, o carro escapa bastante, é crítico, até porque você chega ali vindo da reta que acaba não sendo exatamente uma reta. Você sente as curvas chegando muito fortes”.

O brasileiro da A.J. Foyt Racing não participou da etapa de Iowa em 2009, afastado das corridas por conta de um acidente. No ano anterior, largou em 12º e terminou em 15º, depois de enfrentar problemas com a direção de seu carro. “Nós estamos sentindo progressos, e na última corrida esse também progresso veio em forma de resultado”, comenta, sobre seu décimo lugar na corrida passada. “Tenho a impressão de que vamos nos dar bem em Iowa”, finaliza.