Em St. Pete, Meira destaca o desgaste do equipamento e também do piloto

Depois de sete temporadas na Fórmula Indy, Vitor Meira teve seu melhor inicio de ano na categoria após a conquista do inédito pódio no Brasil e inédito também por subir ao pódio pela primeira vez em uma pista de rua. Em suas 97 largadas anteriores, o piloto da equipe A. J. Foyt conquistou quatorze pódios, mas todos em ovais ou pistas mistas.

Em sua segunda temporada pela equipe do lendário A. J. Foyt, o brasiliense conta um pouco como é o desgaste do carro em uma pista de rua. “As corridas em circuitos de rua são mais difíceis para a caixa de câmbio do carro devido aos bumps que o piso destes traçados apresentam. Você faz várias curvas em segunda marcha o que causa muito desgaste do equipamento. Não se deve usar muito o freio das rodas traseiras, pois pode prejudicar nas trocas de marchas quando você faz reduções”, comentou Vitor Meira.

Mas Vitor Meira diz que a pista de Saint Petersburg não causa desgaste só no carro, mas sim também no piloto. “A pista exige muito fisicamente do piloto porque quando você começa os trabalhos na sexta-feira ela ainda não está emborrachada. Durante a corrida, a pista já vai estar emborrachada, mas a direção fica mais pesada devido ao tanque cheio. É quando as coisas começam a ficar difíceis”, disse o terceiro colocado no campeonato com 35 pontos.