A CART conseguiu nesta semana a aprovação de seu plano de pedido de falência. A partir disso, na próxima audiência, que deve acontecer dia 28 de janeiro, poderá finalmente aprovar a venda da categoria para o grupo OWRS (pertencente a alguns donos de equipes da série).
Um detalhe, no entanto, pode atrapalhar toda essa transação. O juiz responsável pelo caso, Frank J. Otte estipulou o dia 23 de janeiro como o prazo final para a apresentação de novas ofertas pela CART. Caso ao menos uma seja feita, deverá ser considerada na audiência do dia 28.
É aí que entra Mike Hile, procurador do circuito da Califórnia. Em nome de um grupo nomeado de 88 Corp., Hile diz ter interesse em comprar a CART, colocando em risco o negócio já dado como certo entre a série e a OWRS. Nenhum nome que poderia estar por trás deste grupo foi revelado, nem quais são seus reais interesses na categoria.
Segundo o procurador da CART, James Carr, qualquer proposta nova que apareça será analisada. “Ninguém apareceu antes, mas se resolverem se apresentar agora, ótimo. Nós iremos examinar atentamente qualquer que seja a proposta”, declarou em entrevista para o jornal norte-americano, IndyStar, de Indianápolis.
Um dos nomes que pode estar envolvido com a 88 Corp. é Roger Penske. O grupo é subsidiário da ISC (International Speedway Corporation), do qual o dono de equipe virou vice-presidente após a fusão entre sua companhia, a Penske Motorsport, e a ISC (1999). Tony George, presidente da Indy Racing League (IRL) e dono do circuito de Indianápolis, também tem aliança com a corporação, formada em 1999 com a criação da Motorsport Allianc.
Caso o acordo entre a CART e a OWRS seja fechado, serão pagos cerca de US$ 1,6 milhão em dinheiro por tudo que é da categoria – incluindo equipamentos, bem como patrocínios, contratos com equipes e promotores. No entanto, como o grupo deverá assumir algumas responsabilidades como prêmios em dinheiro para as equipes vencedoras de 2003, o total do contrato deverá chegar a US$ 3 milhões.
Já no ano passado, os donos da OWRS – Gerald Forsythe, Kevin Kalkhoven e Paul Gentilozzi – declararam que decretando logo a falência da categoria, poderiam realizar a temporada 2004 com 15 etapas e, pelo menos, 18 carros.
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