Embora a Fórmula Indy já deu uma idéia de sua competitividade neste ano, o brasileiro Tony Kanaan, campeão em 2004, acredita que o GP do Japão possa ser uma chance de assumir a ponta da tabela. “Com certeza será uma prova muito disputada, pois apesar de ser um oval de 1.5 milhas, o seu formato de tri-oval é diferente e acho que estaremos mais competitivos. Nós sempre andamos bem aqui, ainda mais por ser a casa da Honda, e espero manter essa escrita, mas, desta vez, vou lutar pela minha primeira vitória em Motegi”, destacou Kanaan, que ocupa a 3ª colação na classificação, a 15 pontos do líder Scott Dixon.
O baiano chegou no domingo nas terras japonesas, pois tem uma semana cheia de compromissos e treinos. “Tenho muitos eventos por aqui, além das sessões de treinamento, mas chegar antes é bom para me acostumar com o fuso horário. Os primeiros dias são complicados, pois quando tenho sono, não posso dormir e, durante a noite, estou acordadaço (risos)”, relatou o baiano. Um dos eventos principais de Kanaan será a visita ao “Honda Collection Hall”, o museu onde a montadora expõe os carros vencedores de sua história no automobilismo. Entre eles, o chassi Dallara, número 11, campeão com o brasileiro em 2004 e detentor de diversos recordes. “São alguns minutos onde me recordo daquele ótimo ano”, completou.
Por ser a única prova fora dos Estados Unidos, a Fórmula Indy tem uma estrutura de logística com números impressionantes. 192.00 kg de equipamento enviado para o Japão transportado por 2 aviões 747 cargo. 450 pessoas, entre pilotos, mecânicos entre outros, que viajaram dos Estados Unidos rumo ao Oriente. Entre os principais materiais estão os 36 carros das equipes. “É uma operação gigante. Além disso, nós pilotos e os donos das equipes ficamos no mesmo hotel, dentro da pista de Motegi. À noite, acontece até um karaokê com músicas japonesas”, brincou Kanaan.
A cidade de Motegi fica a 60 milhas da capital Tóquio e o autódromo também recebe o mundial de MotoGP durante o ano. Ao longo das suas 1.5 milhas de extensão, as curvas 1 e 2 são muito diferentes das 3 e 4, consideradas o grande desafio dos engenheiros. “É uma pista que temos que balancear o acerto. Por isso, é sempre uma surpresa”, comentou o brasileiro, 3º colocado na prova do ano passado.