Vitor Meira demonstrou satisfação com o trabalho da Panther no primeiro dia de treinos livres para a 90ª edição das 500 Milhas de Indianápolis. O brasileiro ficou com o 14º melhor tempo da primeira sessão, na terça-feira (9), dia em que os pilotos da Penske foram os mais rápidos – Sam Hornish Jr. e Hélio Castroneves foram primeiro e segundo, com seus carros reserva, e também ficaram em quinto e sexto lugar, pilotando seus carros titulares.
“Nós estamos trabalhando com cuidado, com receio, para aproveitar da melhor forma possível esses quatro dias de treinos”, disse Meira. “Começamos o trabalho a partir de um acerto híbrido, com base nas informações do ano passado e em princípios que nós pensamos ser eficientes. Nossa evolução nesse primeiro dia foi considerável, o carro foi ficando muito bom ao longo do dia, mas nós ainda precisamos melhorar bastante”, reconheceu.
O piloto brasiliense completou o segundo maior número de voltas do dia, 64. Mais que ele, só o norte-americano Eddie Cheever Jr., que teve 86 passagens pela linha de chegada. “No final do treino, começou a ventar muito e os tempos pioraram, mas deu para perceber que nós melhoramos bastante. O 14º lugar não refletiu exatamente o nosso grau de competitividade até aqui, mas, numa projeção real, estamos bem melhores que isso”, garantiu.
A avaliação do piloto da Panther tem por base o controle paralelo que as equipes têm da condição de cada volta. “Uma coisa é você completar uma volta no vácuo de outro carro. Outra é fazer a volta sozinho, sem ninguém à sua frente. As equipes têm um controle dessas voltas, que nós chamamos de voltas limpas, e nessa condição nós ficamos em oitavo”, revelou, satisfeito. O mais rápido na série de voltas sem vácuo foi o neozelandês Scott Dixon.