A impressão que Aírton Daré levou do primeiro dia de treinos das 500 Milhas de Indianapolis é que os carros da Penske não terão rivais na luta pela pole position – mas que a corrida está totalmente aberta. Autora das duas melhores voltas, as únicas acima de 224 milhas por hora, a equipe teve em Sam Hornish Jr. seu piloto mais rápido, seguido por Hélio Castroneves. Hornish marcou 40s0336, média de 224,811 milhas por hora (361,798 km/h), e Hélio 40s1595, a 224,106 m/h (360,663 km/h).
Para Daré, que vai disputar as 500 Milhas com um Panoz/Honda da equipe Sam Schmidt/Octane Motors, a luta pela pole position deve ficar entre os dois pilotos da Penske, mas ele não exclui os representantes da Ganassi e, em um tom abaixo, os da Rahal. A Ganassi obteve o terceiro e o quarto tempos, com o atual campeão da Indy Racing, o inglês Dan Wheldon, com 40s1936, a 223,916 m/h (360,357 km/h), e Scott Dixon, da Nova Zelândia, com 40s215, a 223,797 m/h (360,166 km/h). Já Buddy Rice, o principal nome da Rahal, fez apenas o oitavo tempo, 40s4018, a 222,762 m/h (385,500 km/h).
“Claro que tudo pode mudar, mas há um fator que impressionou todo mundo: o Hornish e o Hélio marcaram esses tempos com os carros reservas; quando usaram os titulares, ficaram em quinto e sexto”, comentou o piloto de Bauru. Mas ele não vê a pole position como uma pré-definição do vencedor. “Não, de jeito nenhum. É uma glória a mais e um ótimo prêmio, mas uma corrida de 500 milhas se define pelas circunstâncias da prova e pelo trabalho da equipe nos boxes”, explica Daré, que ocupou por diversas voltas a segunda colocação em sua estréia em Indianapolis, no ano 2.000, e viu o bom resultado escapar na última parada nos boxes. “Estava me aproximando do Juan Pablo Montoya e fiz uma boa parada, mas o câmbio quebrou na saída dos boxes. Foi uma frustração horrível, mas corridas têm essas coisas”, lembra.
Daré confirma que só deve entrar na pista na sexta-feira. “Quase todas peças já chegaram, mas não vamos apressar a montagem dos carros, quero evitar erros que podem nos atrasar ainda mais. Nossa intenção é trabalhar o carro de olho na corrida, não na ordem de largada”, explicou o piloto da Octane Motors. “Só espero que a chuvinha que caiu na terça-feira não vá além da quinta. Se continuar, vai restar muito pouco tempo para deixarmos os carros no ponto”.