Meira diz ter “desviado de várias balas” em Chicago

Apesar do resultado estar aquém das expectativas traçadas, o sétimo lugar que conquistou nas 300 Milhas de Chicago é definido por Vitor Meira como “um golpe de sorte”. Disputada no último domingo (11) no Chicagoland Speedway, a 15ª e antepenúltima etapa da temporada 2005 da Fórmula Indy foi uma das mais problemáticas para o brasileiro da Rahal-Letterman. “Com tudo o que aconteceu, o resultado foi ótimo”, considera.

Os problemas de Vitor começaram nos treinos de sábado (10). O motor Honda de seu Panoz número 17 apresentou problemas no final da última sessão livre de treinos e teve de ser substituído. Com isso, Vitor não conseguiu participar da tomada de tempos classificatória. “Largar em último foi ruim, é verdade, mas se o motor tivesse durado algumas voltas a mais, quebraria no começo da corrida, o que seria bem pior”, explica.

De 23º, Vitor saltou para 20º no grid com a desclassificação imposta aos três pilotos da equipe Ganassi – Jaques Lazier, Scott Dixon e Ryan Briscoe – após a tomada de tempos. No warm up, um acidente com Jimmy Kite quase o tirou da corrida. “Ele perdeu velocidade de repente, eu vinha logo atrás, tive que subir no pedal do freio para não acertar o carro dele em cheio. Bati fraco, só quebrou a asa dianteira do carro, mas poderia ser pior”, frisa.

O desempenho do carro do brasileiro no início da corrida “era horrível”. “A gente conseguiu melhorar um pouco o rendimento a cada pit stop. Mudamos tudo, regulagem de asas, pressão dos pneus, e a cada mudança o rendimento ficava melhor. No fim das contas, foi um fim de semana bastante estranho, é como se a gente tivesse desviado de um várias balas”, compara. “Conseguimos evitar muita coisa ruim que era para ter acontecido”.