Após três corridas, Vitor Meira voltou ao pódio da Fórmula Indy. O piloto brasileiro da Rahal-Letterman foi segundo colocado nas 300 Milhas do Kentucky, no último domingo (14), recebendo a bandeirada final a 0s0779 do vencedor Scott Sharp. Foi a quinta vez que esteve entre os cinco primeiros nas 12 corridas já disputadas em 2005, média que considera satisfatória diante das circunstâncias que marcaram sua participação até o momento.
“Quando as coisas acontecem normalmente, a gente está sempre ali, na frente, entre os quatro ou cinco primeiros”, observa Meira. “Nós temos conseguido uma boa adaptação a todos os tipos de pista, quando as coisas dão certo temos bons resultados. Estamos fazendo nossa parte, dando chance para a vitória, uma hora ou outra ela chega. Minha preocupação maior, no momento, é manter essa boa fase no campeonato”, diz o piloto brasiliense.
Vitor foi segundo colocado em Indianápolis e no Kentucky, terceiro no Kansas, quarto em Homestead e quinto em São Petesburgo. Foi nono no Texas, onde perdeu contato com os líderes sem razão aparente e definiu a corrida como a mais esquisita e sua carreira, e em Milwaukee, onde disse ter “sobrevivido” às dificuldades de acerto do carro. Em Phoenix, diante do insucesso na estratégia diferenciada de pit stops, ficou em 11º lugar.
Além disso, o piloto da Rahal-Letterman teve problemas em Motegi, onde ficou parado no box por 34 voltas, até que os mecânicos detectassem a quebra de um parafuso na suspensão dianteira, e em Michigan, onde uma pane elétrica no Panoz-Honda número 17 o fez perder oito voltas nos pits. Nessas duas corridas, voltou à pista visando herdar posições com eventuais abandonos dos adversários e somou um 15º e um 14º lugar, respectivamente.
O piloto brasileiro teve, ainda, dois acidentes, ambos em etapas noturnas. Em Richmond, estava em sexto, à espera dos pit stops dos três líderes, quando foi acertado pelo carro de Tony Kanaan, que rodou poucos metros à sua frente. “Foi muito rápido, não tive por onde escapar”, lembra. Em Nashville, ultrapassava Alex Barron pela linha interna e foi tocado pelo norte-americano. “Não sei o que deu na cabeça dele”, ainda protesta. Os dois abandonaram.
“Alguns dos problemas que a gente enfrentou foram coisa que acontece com todos, faz parte do jogo. Mas o que mais comprometeu a nossa campanha foram os acidentes”, avalia Vitor. “Eram duas corridas em que, no mínimo, eu seria terceiro colocado”, garante. Uma projeção sobre a pontuação atual mostra que, com dois terceiros lugares em Richmond e Nashville, o brasileiro seria vice-líder do campeonato com 367 pontos. Hoje, está em oitavo, com 297.