Jean-Éric Vergne vai largar da pole-position no primeiro ePrix de Jacarta da história da Fórmula E. Na classificação realizada neste sábado (4), o piloto avançou nas fases para ficar na posição de honra do grid.
A capital da Indonésia tem sido palco da nona parada do calendário 2022 da categoria. Enfrentando condições climáticas exigentes com altas temperaturas e tempo úmido, os pilotos estão com um desafio a mais.
Mas isso não se mostrou um problema para o titular da DS Techeetah. Avançando na fase de grupos e depois no mata-mata, anotou o tempo de 1min08s523 na final para garantir a pole-position e se torna o recordista de poles com 15 em todas as temporadas.
Quem divide a primeira fila é António Félix da Costa, com Mitch Evans, Edoardo Mortara, Jake Dennis e Sebastien Buemi completando as três primeiras filas em Jacarta. Entre os brasileiros, Lucas di Grassi sai em déicmo e Sergio Sette Câmara, 17º.
Saiba como foi a classificação do ePrix de Jacarta da Fórmula E:
Após as duas sessões de treinos livres, os pilotos estavam alinhados para a classificação do primeiro Prix de Jacarta da história. Na primeira fase, dois grupos de pilotos eram liberados para o traçado para suas voltas rápidas.
As condições climáticas estavam ainda mais exigentes e quentes do que nas sessões de mais cedo. Enquanto o termômetro indicava 31ºC, o asfalto chegava a 43ºC e a umidade relativa do ar girava em torno de 66%.
Fase de grupos
Primeiro grupo já estava liberado para a primeira fase da classificação. Os nomes que estavam na pista no primeiro momento eram Stoffel Vandoorne, Jean-Éric Vergne, Robin Frinjs, André Lotterer, Lucas di Grassi, Jake Dennis, Nick Cassidy, Sébastien Buemi, Maximiliam Günther, Oliver Askew e Sergio Sette Câmara.
Com oito minutos para o encerramento do grupo A, o único piloto que havia anotado tempo era o brasileiro da Dragon. O tempo mais rápido era 1min19s968, marca ainda muito alta para a sessão.
Aos poucos os pilotos vinham completando suas voltas rápidas. O quarteto que conseguia avançar provisoriamente para a próxima fase era Dennis, o mais rápido com 1min09s121, Vergne, Cassidy e Vandoorne.
O primeiro bloco de competidores enfrentava um grande problema para conseguir completar suas voltas. Os pilotos encararam uma pista bastante suja, o que prejudicava as marcas.
Perto do encerramento do primeiro grupo na classificação, a direção de prova indicou que Robin Frinjs estava sob investigação. O motivo foi que o competidor da Envision acabou atrapalhando um adversário na pista.
Dez pilotos na pista a um minuto do final que disputavam pelas quatro vagas para avançar de fase. O tempo a ser batido era o de Vandoorne, o quarto colocado, que anotou 1min09s354, 0s233 mais lento que o ponteiro.
Ambos os brasileiros estavam no primeiro grupo e não conseguiram passar da fase de grupos. Com o cronômetro encerrado, Lucas ficou com a sexta colocação, com Sette Câmara fechando em nono.
Portanto, o quarteto que avançou para seguir adiante na tomada de tempos foi Vandoorne, Vergne, Dennis e Buemi.
Agora, era a vez do grupo 2 deixar os boxes para ir para a pista. Quem lutava pelas quatro vagas eram Edoardo Mortara, Mitch Evans, Nyck de Vries, Pascal Wehrlein, António Félix da Costa, Sam Bird, Oliver Rowland, Oliver Turvey, Alexander Sims, Dan Ticktum e Antonio Giovinazzi.
Com o relógio já na contagem regressiva, os pilotos logo deixaram os boxes e aceleravam no circuito de rua. Com os nomes começando a surgir na tabela, o português da DS Techeetah foi o primeiro a se colocar como o mais rápido com 1min08s715.
Apesar de ter andado bem durante os treinos livres, Giovinazzi estava em ritmo destoante na classificação. O italiano da Dragon estava na última colocação a 9s319 do primeiro colocado e a 7s993 do décimo.
Menos de cinco minutos para o segundo grupo e os competidores que estavam provisoriamente classificados para o mata-mata eram Da Costa, Mortara, Wehrlein e Rowland.
Encerrado o segundo grupo da primeira parte da classificação e os pilotos garantidos foram Da Costa, Mortara, Wehrlein e Evans.
Quartas de final
Os duelos já estavam definidos para as quartas de final em Jacarta. Os pilotos que iriam se enfrentar eram Evans contra Vandoorne, Wehrlerin e Vergne, Dennis encarava Mortara e Buemi contra Da Costa.
Primeira dupla autorizada a ir para a pista e logo estava para a volta rápida única. Evans começou com confortável vantagem em cima do atual líder da classificação e realmente foi o titular da Jaguar quem conseguiu avançar.
Na disputa entre Wehrlein e Vergne, as coisas começaram muito apertadas entre a dupla, que estava separada por menos de 0s1. No final, quem conseguiu se classificar foi o francês da DS Techeetah.
Chegou a vez de Mortara e Dennis se enfrentarem. O suíço atual vice-líder da classificação começou na frente do adversário da Andretti, e, no final, com 1min08s419, foi quem passou para a semi-final.
No último duelo da fase das quartas de final, Buemi e Da Costa estavam na pista. Sem grandes surpresas, foi o português da Techeetah quem conseguiu ir adiante na classificação.
Duas Techeetah, uma Jaguar e uma Venturi eram as equipes que marcavam presença na fase das semi-finais do ePrix de Jacarta.
Semi-finais
Nas semi-finais já definidas, Evans, da Jaguar, enfrentaria Vergne, da Techeetah. Na segunda chave, Da Costa, também da Techeetah, precisaria encarar Mortara, da Venturi.
No primeiro duelo da penúltima fase da tomada de tempos, o inglês e o francês estavam na pista. Após a volta única lançada no circuito de 2.37 quilômetros, quem avançou foi o único bicampeão da FE.
Já na segunda dupla que foi para o traçado era o suíço contra o português. No encerramento da volta, quem conseguiu avançar foi o penúltimo campeão da categoria, que anotou marca 0s412 melhor.
Final
O último duelo para definir o pole-position do ePrix de Jacarta já estava definido. Inclusive, seria uma briga caseira, pois era Vergne contra da Costa, a dupla da Techeetah, e ambos também campeões da categoria elétrica.
A dupla estava autorizada e já na pista para a última volta da classificação. As coisas estavam muito equilibradas entre os companheiros e no fechamento do primeiro setor, ficaram separados por apenas 0s001.
A medida que o giro vinha sendo completado, JEV começava a abrir uma vantagem mais confortável para o português. Então, na bandeira quadriculada, foi o francês quem ficou com a pole-position.

