Nelsinho Piquet concedeu entrevista antes do ePrix de Santiago neste final de semana, quando abordou, entre outros temas, a segurança atual no automobilismo.
O piloto brasileiro acha que existe um excesso de segurança no automobilismo atualmente. Ele concorda com o o uso do Halo, por exemplo, mas acha que em outros aspectos há excesso de cuidado.
“Fiz um pequeno buraco na minha balaclava para passar o fio do rádio, e os fiscais da FIA questionaram dizendo que estava fora dos padrões e não poderia usar daquela forma. Na semana seguinte, o fabricante enviou uma balaclava com o mesmo buraco e foi aprovado”.
“Neste final de semana consegui um novo patrocinador, mas teve várias recomendações sobre como costurar no macacão. OK que é preciso seguir alguns padrões, mas hoje está exagerado”.
“Nas décadas de 60, 70 e 80, os pilotos eram super-heróis. A MotoGP é bastante perigosa, assim como o Rally. Mas só está no esporte a motor quem quer. Quem tem medo não pode participar”.
“Ninguém quer ver um piloto se machucando, mas o excesso de cuidado deixa as coisas chatas. As novas pistas, como China, Malásia e outras, são todas iguais. O piloto pode acelerar o quanto quiser, pois se sair da pista não vai bater em nada. Não tem muro. Bem diferente de Monza ou Spa, que são pistas raiz”.
Nelsinho afirmou que automobilismo sempre vai oferecer algum risco e os pilotos sabem disso, só estando no esporte quem gosta e quer.
“Um macacão com um fio escapando já é motivo para questionamentos – isso é exagero”, finalizou Piquet.
