A Fórmula E entregou uma corrida caótica e emocionante no E-Prix de Miami 2026, marcada por chuva, pista escorregadia e muitas mudanças de liderança. Em meio às condições difíceis, Mitch Evans, da Jaguar TCS Racing, executou uma ultrapassagem decisiva no fim e garantiu a vitória, enquanto o brasileiro Felipe Drugovich, que chegou a liderar, enfrentou problemas e terminou apenas em 18º.
A etapa na Flórida foi disputada sob clima instável, com chuva antes e durante a prova, o que exigiu máxima concentração dos 20 pilotos ao longo das 41 voltas. Sem treinos prévios em pista molhada, todos tiveram de se adaptar rapidamente. A corrida começou atrás do Safety Car, após cinco voltas sob bandeira amarela, houve largada parada para valer.
Nico Müller, que havia conquistado a pole position, assumiu a ponta no início. Drugovich reagiu rapidamente ao ativar o primeiro MODO DE ATAQUE, que oferece 50 kW extras e tração nas quatro rodas, e saltou para a liderança poucas curvas depois. Naquele momento, o brasileiro parecia bem posicionado para brigar pela vitória em um cenário bastante imprevisível.
Com a primeira rodada de ativações do MODO DE ATAQUE se espalhando pelo pelotão, a liderança mudou diversas vezes. Müller recuperou a ponta ao sobrepor sua ativação à de rivais, enquanto pilotos como Nyck de Vries, Joel Eriksson e Pascal Wehrlein também entravam na estratégia. Drugovich voltou a crescer na corrida e retomou a primeira posição após ultrapassar Müller no setor inicial do traçado.
As condições, porém, seguiam traiçoeiras. A pista oferecia pouca aderência e qualquer erro custava caro. António Félix da Costa colocou seu Jaguar entre os líderes e chegou a assumir a ponta por instantes. Foi nesse momento que a prova de Drugovich começou a se complicar.
Com a chuva aumentando, houve um toque entre Drugovich e Da Costa. O piloto português rodou e perdeu posições, enquanto o brasileiro precisou ir aos boxes para reparos. Com isso, saiu completamente da disputa pelas primeiras posições e acabou classificado apenas em 18º lugar.
Enquanto isso, Evans construía sua corrida de forma estratégica. Largando em nono, ele aproveitou muito bem o MODO DE ATAQUE para ganhar terreno. Na volta 27, protagonizou a manobra que decidiu a prova, fintou Müller nas últimas curvas e tomou a liderança. A partir dali, controlou o ritmo com precisão.

Na segunda rodada de ativações do MODO DE ATAQUE, Evans soube usar a potência extra a seu favor e abriu vantagem. A duas voltas do fim, já tinha margem confortável. Na linha de chegada, garantiu a vitória com cerca de três segundos de frente, conquistando sua 15ª vitória na Fórmula E, um recorde, além de ultrapassar a marca de 1.000 pontos na categoria.
Müller confirmou a segunda posição, enquanto Wehrlein, que largou apenas em 11º, completou o pódio em terceiro, reforçando o bom momento da Porsche. Joel Eriksson foi quarto, seu melhor resultado na categoria, à frente de De Vries e Edo Mortara, ambos da Mahindra. O atual campeão Oliver Rowland terminou apenas em 12º.
No campeonato, mesmo sem pontuar em Miami, Nick Cassidy segue na liderança com 40 pontos, contra 38 de Wehrlein. A Porsche amplia sua vantagem entre equipes e construtores. O outro brasileiro do grid, Lucas di Grassi, fez prova de recuperação e terminou em 13º após largar do fundo.
A Fórmula E volta em duas semanas com rodada dupla em Jeddah, na Arábia Saudita, nos dias 13 e 14 de fevereiro de 2026, com o retorno da estratégia do PIT BOOST prometendo adicionar ainda mais emoção à temporada.
