Foram nove temporadas de vida, muitas tentativas anteriores, mas finalmente a Fórmula E fez sua estreia no Brasil. No ensolarado sábado (25), a categoria elétrica entregou aos fãs uma divertida e movimentada corrida.
O palco escolhido para receber pela primeira vez o certame foi o Sambódromo do Anhembi. Mais conhecido pelo espetáculo anual do Carnaval, foi responsável por entregar um show diferente, mas igualmente empolgante.
O final de semana brasileiro foi realizado em rodada simples, portanto, apenas uma prova. Com exceção do primeiro treino livre realizado na sexta-feira, todas as demais atividades foram realizadas no sábado.
Melhor para os aficionados por esporte a motor que, apesar de bastante tempo entre as sessões para esperar debaixo do forte sol nas arquibancadas descobertas, tiveram muita atividade na pista para conhecer mais, ou se apaixonar de vez, pelos carros elétricos.
Assim que foi dada a largada foi possível ver que a FE acertou em cheio no design do traçado. A longa reta permitia com que os carros atrás usassem o vácuo dos adversários à sua frente, proporcionando emocionantes ultrapassagens.
Ainda, muito do ePrix de São Paulo foi sobre conseguir lidar com o consumo de bateria. Para evitar o uso excessivo, muitos competidores optavam por tirar o pé no final da reta principal, o que também rendia boas brigas.
E não foi apenas do lado de cá da televisão, ou arquibancada, que o circuito montado nas ruas paralelas à Maginal Tietê agradou. Após a bandeira quadriculada, os pilotos aproveitaram para rasgar elogios à escolha do desenho.
“Foi uma corrida divertida e gostei bastante da pista daqui”, avaliou Stoffel Vandoorne ao F1Mania.net que, apesar de ter largado da pole-position, cruzou a linha de chegada apenas na sexta colocação. “A pista foi muito boa, um bom lugar para a Fórmula E”, corroborou André Lotterer ao site.
Nick Cassidy, que terminou no pódio ao chegar na segunda colocação, concordou com a opinião dos colegas. “Isso foi a Fórmula E em seu melhor, tanta diversão no carro, espero que tenha sido divertido de assistir”, pontuou.
Em uma FE que conta com a terceira geração de carros, mais largos, mais pesados e ligeiramente mais rápidos, as corridas vêm deixando a desejar. Poucas ultrapassagens, corridas maçantes e que chegavam a dar sono.
Mas o cenário visto no Brasil foi o extremo oposto. Com tantas movimentações, ultrapassagens, tentativas, abandonos, acidentes e safety-car, realmente a impressão é de assistir a FE dos tempos áureos.
Por parte dos torcedores, reclamação de longas filas, alimentação e falta de informações por parte dos funcionários. Entretanto, apesar disso, que se torna lição para o próximo ano, o brilho do show na pista fez valer a visita ao Anhembi.
A Fórmula E chegou ao país após nove temporadas de história. E chegou com grande estilo em uma prova bastante disputada, cheia de movimentações e com aprovação dos pilotos. Portanto, a única pena é que tenha demorado tanto tempo para chegar, mas que fique claro que merece voltar em 2024.
