Fórmula E 2022: Di Grassi comenta desafios da temporada 8 e futuro da categoria

A temporada 2022 da Fórmula E está a alguns dias de começar. A primeira parada da categoria acontece na Arábia Saudita para rodada dupla e pilotos e equipes estão nos últimos preparos para o início do campeonato 8.

Quem enfrenta um novo desafio a partir deste novo ano é Lucas di Grassi. Campeão e recordista de pódios, o competidor assinou com a Venturi para começar uma nova história com a equipe.

Pensando nos desafios de 2022 e também falando sobre a categoria, o F1Mania.net aproveitou para entrevistar um dos brasileiros do grid antes do pontapé inicial no final de semana. E ah, o fanboost já está aberto e você pode votar em Lucas neste link.

Qual a expectativa para 2022?
Minha expectativa é que 2022 seja uma boa temporada para mim. A Venturi é uma equipe muito profissional, bem preparada, e tem um detalhe que me ajuda muito: fica em Mônaco, onde moro, então posso ir lá diariamente. A Audi ficava na Alemanha e isso dificultava muita coisa no nosso trabalho, embora seu sempre tenha sido muito feliz lá, não apenas pelo profissionalismo e estrutura, mas também pelas pessoas e amigos que fiz.

A FE vai contar com algumas novas pistas nesta temporada. O que esperar?
Eu gosto de novidades. Novas pistas sempre adicionam um certo sabor de incerteza, que ajuda todo mundo no fim das contas. Por que é um novo elemento igual para todos, então todos estão igualmente expostos aos imprevistos e aos erros. Isso é democrático.

Agora você está em uma nova equipe, nova estrutura. Como tem sido a adaptação?
Tudo tem sido muito bacana na Venturi. É uma equipe muito profissional, que chegou perto do título de pilotos em 2021 – e isso diz bastante sobre o potencial deles. O Edo é um grande piloto e eu sempre gostei de competir com parceiros que te ajudam a superar limites, por que eles estão ali também para brigar pela vitória. No geral eu fui muito bem acolhido e estou feliz com tudo o que tem acontecido, incluindo nos testes. Vamos ver agora como as coisas evoluem na primeira etapa.

Você esteve envolvido com a FE desde o dia 1. Como é ver a notícia da entrada da Maserati?
É sempre bom ter novas fábricas entrando na categoria. Isso é o atestado de que a Fórmula E continua sendo relevante para o mercado e a indústria – o que no final das contas é o que garante a continuidade do campeonato em alto nível. Por isso e por tantos outros motivos relacionados ao tema, bem-vinda, Maserati.

Pensando que em 2023 entra uma nova geração de carros, como encarar essa temporada de transição?
Como eu disse, adoro novidades no automobilismo, por que elas são democráticas – afetam a todos e de certa forma dão oportunidade aos menores de se sobressair de alguma maneira. De outro lado, todos sabem da minha paixão por desenvolver carros e trabalhar com tecnologia. Então, um novo carro sempre é algo bacana de se ver acontecer. Vai mexer com a categoria e com os fãs também. Além disso, a Fórmula E tem sempre que buscar evolução. Foi com essa pegada que ela surgiu e marcou a história do automobilismo. Espero que ela nunca perca esse DNA.



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