Pilotos e equipes da Fórmula E estão animados para conferir o novo formato da classificação para 2022. Tanto chefes quanto os próprios competidores deram suas opiniões sobre a mudança, algumas delas divergentes.
Até a temporada 2021, as posições de largada eram definidas por uma fase de grupos. Divididos em quatro blocos a partir da classificação do campeonato, os primeiros eram os melhores colocados, enquanto os últimos ficavam nas posições mais baixas da tabela.
Com essa configuração, os pilotos que iam por último para a pista tinham visível vantagem, já que as condições do traçado estavam muito melhores. Isso rendeu uma série de críticas dos competidores, especialmente dos melhores colocados da classificação.
Pensando nisso, a FE decidiu trazer um sistema de mata-mata para 2022. Os competidores irão todos para a pista se enfrentarem, avançando de fases até a final ser um piloto contra o outro e o vencedor fica com a pole-position.
“Acredito que veremos mais autenticidade nos resultados. Acho que vamos ver que não precisamos criar nada artificialmente. E acho que temos um esporte agora, você olha para a qualidade dos pilotos, equipes, a tecnologia e os equipamentos e colocamos na pista”, disse James Barclay, chefe da Jaguar.
“E vimos os tempos em Valência, dois décimos estavam separando quase 18 carros. Então, não precisamos de nada artificial. Acredito que o esporte de verdade não é sobre ter algo artificial, então, é um passo na direção certa, o que acho ser importante”, continuou.
Nyck de Vries também está animado com o novo formato. “Certamente acredito que vai trazer mais consistência e estabilidade. Definitivamente sou a favor de mudanças, mas, ao mesmo tempo, ainda precisamos descobrir como vai ser. Claro, todos fizeram a lição de casa para preparar essa mudança e estamos curiosos para descobrir como vai ser a abordagem e filosofia dessa mudança”, comentou o campeão de 2021.
Mas existem aqueles competidores que acreditam que o novo formato vai prejudicar equipes menores, já que não vai haver a vantagem de aproveitar as melhores condições do traçado ao serem os últimos grupos a ir para a classificação.
“Precisamos ver, mas na teoria, vai deixar a vida mais difícil. Apenas no papel, porque as pistas vão melhorando ao longo das sessões. E agora não vai mais ter esse fator, então, talvez não mude nada. Talvez vai nos penalizar, mas não acho que vai nos ajudar”, comentou Sergio Sette Câmara.
“Na última temporada, tive algumas chances na fase de grupos, isso acabou jogando a nosso favor algumas vezes. Acho que neste ano, vai ser um pouco mais desafiador. E também a sessão mais longa, mais voltas, não vai ser apenas uma única volta”, adicionou Oliver Turvey.
“Acho que vai ser mais desafiador, mas acho que vai ser uma boa coisa. Precisamos não apenas nos apoiar na situação dos grupos, como equipe, queremos conquistar nossa posição. Caso nos classifiquemos bem, queremos merecer essa posição. Vai ser animador”, concluiu.
