Lucas di Grassi traçou um planejamento ousado para a classificação da Fórmula E. O brasileiro apontou que a categoria elétrica poderia pensar em corridas de arrancada para provar que os carros são mais velozes que os de F1.
Atualmente, a tomada de tempos é dividida em duas fases, em que a primeira consiste em quatro grupos de pilotos. A ordem de saída são dos primeiros colocados do campeonato aos últimos, o que acaba prejudicando aqueles que estão mais acima da tabela por pegarem pista menos emborrachada.
Isso tem gerado reclamações das equipes, que começam a cobrar mudanças da organização já para a próxima temporada. Jaime Reigle, um dos chefes da FE, já afirmou que qualquer alteração vai seguir o padrão do certame mundial e que “não vai ser convencional”.
Di Grassi já afirmou que os dirigentes “não sabem bem o que querem. O atual cenário de apenas uma volta é provavelmente o pior de todas as possibilidades, precisa mudar. Você precisa pensar totalmente fora da caixa.”

“A definição de grupos ou alguma pré-definição na classificação vai ser uma corrida de arrancada realizada uma semana antes do evento na cidade em que vamos correr. O que precisa fazer para mostrar os carros? Aceleração”, continuou.
“O que o público geral entende: querem ver quem chega em primeiro. Esse é o vencedor. Imagina fazer um evento uma semana antes: Londron Bridge, Times Square, São Francisco. Leva o carro para lá com 100% de bateria, pode fazer 100 largadas”, emendou.
“Imagine que tenha uma corrida de arrancada, tração nas quatro rodas, 450 kWh [600 rpm]. O carro vai acelerar mais rápido que o F1, então, ninguém pode dizer que são lento. Use isso para definir os grupos de classificação ou até mesmo o grid. É algo completamente diferente, acho que a FE deve começar a analisar”, seguiu.
“Você pode fazer à noite, com as luzes, pode fazer em lugares em que não é possível realizar uma corrida, como em frente ao Palácio de Buckingham. Apenas precisa de muros e uma reta. Vai ser sobre a reação do piloto e a diferença será mínima. Depende do software, hardware, em quanto aquece os pneus, muitas variáveis”, completou.
Lucas reconheceu que talvez sua ideia não seja implementada, mas que é preciso trazer mudanças para o atual formato da classificação especialmente para atrair mais atenção dos espectadores. “Ninguém assiste a classificação realmente, precisamos criar mais atenção”, pontuou.
“É isso que o futuro da FE precisa. Precisa criar entretenimento, uma maneira simples de entendimento, não modo ataque, uso de energia, ninguém realmente entende tudo. Mas a chance disso acontecer é bem pequena, pois as pessoas temem grandes mudanças”, encerrou.
