As atividades para o primeiro ePrix de Hyderabad da história da Fórmula E oficialmente começara. Nesta sexta-feira (10), os pilotos participaram do primeiro treino livre e quem liderou foi Sébastien Buemi.
Para este final de semana na Índia, os pilotos encaram uma pista totalmente nova na categoria elétrica. A pista de rua indiana era a primeira das novidades do calendário da temporada 2023.
Entretanto, o início da primeira sessão do final de semana precisou ser atrasado. Por conta de “forças maiores”, como disse a organização sem maiores explicações, o começo estava agendado para 17h locais, 8h45 no horário de Brasília.
Em entrevista durante a paralização, Dan Ticktum afirmou que “para ser sincero, não faz muita diferença porque a condição da pista não vai ser muito diferente, mas seria bom ter alguma informação sobre o motivo desse atraso. Até agora não sei de nada”.
Algum tempo depois, a posição oficial da Fórmula E para o atraso de quase 1h é de que autoridades locais pudessem “resolver um problema operacional nas estradas em volta do circuito”.
Após tanto atraso, o treino enfim foi iniciado e os pilotos puderam sair para a pista. Entretanto, ainda nos primeiros minutos, uma bandeira vermelha se fez necessária por conta de Pascal Wehrlein.
O atual líder do campeonato acertou com força o muro de proteção na saída da curva 18, última do traçado. O alemão bateu com a parte dianteira do carro, destruindo o bico do carro, mas saiu sem problemas do carro.
Bandeira verde e mais uma vez os competidores foram liberados para acelerarem em Hyderabad. Assim, os tempos começaram a surgir na tabela e quem aparecia na primeira posição momentânea era Oliver Rowland com a Mahindra.
Restando pouco mais de 12 minutos para a bandeira quadriculada, a ordem era Edoardo Mortara, Rowland, Nick Cassidy, Jake Hughes, Sébastien Buemi, Sam Bird, Ticktum, Mitch vans, Kevin van der Linde e Lucas di Grassi.
A medida que os competidores estavam acelerando, era possível ver o quanto a pista estava bastante empoeirada. A sujeira levantava bastante em determinados pontos e complicava a vida dos competidores.
Inclusive, Hughes sofreu um grande susto. O titular da McLaren, quando vinha na curva 3, perdeu a traseira de seu carro e derrapou forte, mas conseguiu retomar o controle e evitou um acidente.
Pouco depois, foi a vez de Mortara e Ticktum protagonizarem uma cena. O suíço vinha em volta rápida, mas acabou atrapalhado pelo adversário da NIO333 e bateu em sua traseira, danificando o bico do carro.
Já na reta final da sessão, a McLaren fazia dobradinha com Hughes em primeiro com 1min16s522. Entretanto, pouco depois Nico Müller se colocou entre a dupla com uma marca apenas 0s103 mais lenta que o ponteiro.
As coisas seguiam mudando a medida que os pilotos vinham se adaptando ao novo traçado indiano. Mesmo após o toque que teve com Ticktum, Edoardo era o mais rápido com 1min15s977, único abaixo de 1min16s.
Então, com a bandeira quadriculada já tremulando, os tempos despencaram no TL1. No final, quem ficou com a melhor marca da sessão foi Buemi com 1min15s088, seguido por Vandoorne e Sergio Sette Câmara.

