Charlie Whiting, diretor de corridas da Fórmula 1, disse que a FIA não concorda com a “interpretação liberal” da Ferrari sobre a palavra “montagem”, levando à proibição de seus espelhos fixados ao Halo.
A Ferrari chegou ao paddock de Barcelona, com retrovisores fixados ao Halo do SF71H e incluindo aletas fixadas acima dos espelhos, que foram as peças que desencadearam toda a discussão.
A Scuderia teve permissão para executar o projeto durante o GP da Espanha, entretanto, notícias foram divulgadas que os espelhos seriam banidos após a corrida. Whiting explica o motivo:
“É uma interpretação liberal da palavra ‘montagem’, porque é assim que eles tornaram isso legal. A interpretação depende se pensamos que é uma montagem ou não. Nós, de alguma forma, pensamos que não é”, disse o diretor.
“Eles (Ferrari) acham que isso contribui para a rigidez do espelho. Eu duvido que as aletas (acima do retrovisor) estariam ali se não houvesse uma vantagem aerodinâmica mensurável, mas hoje em dia isso não precisa ser grande”, acrescentou o responsável.
Perguntado se o dispositivo foi efetivamente banido, Whiting disse que, apesar de não violar um regulamento específico, a resposta é: “sim, você pode dizer isso”.
Segundo Gary Anderson, projetista de carros de corrida e comentarista automobilístico, as aletas superiores no carro da Ferrari serviam para guiar o de ar na direção do duto de entrada do radiador.
Anderson ainda diz que, o espelho em si não estava muito longe da posição de montagem original, por isso claramente não foi feito tendo a visão traseira como a principal motivação, apesar de Sebastian Vettel dizer que fez diferença.
O projetista ainda questiona a permissão da FIA, que deixou a equipe usar a peça na Espanha, sendo que os espelhos “originais” ainda estavam lá, como visto na sexta-feira, de acordo com Gary Anderson.
