Charlie Whiting acredita que o dispositivo de proteção do cockpit, o ‘Aeroscreen’, testado pela IndyCar, teria 10% da efetividade do halo no acidente de Spa entre Fernando Alonso e Charles Leclerc, quando o carro do espanhol decolou sobre o carro do jovem piloto da Sauber.
O piloto dianteiro direito de Alonso acertou o halo. Após a corrida, Leclerc admitiu que ele nunca foi um grande fã da halo, mas disse que estava feliz por ter lhe poupado de ferimentos naquele dia.
A IndyCar também está procurando introduzir um dispositivo de proteção para o cockpit no futuro. Em 2015, Justin Wilson morreu após ser atingido na cabeça por destroços em Pocono. A série testou o aeroscreen duas vezes este ano – no entanto, Whiting diz que o dispositivo teria sido muito menos eficiente no acidente de Leclerc.
“Você viu o tipo de proteção que eles vêm propondo e testaram, semelhante ao ‘Shield’, acho que Sebastian (Vettel) testou alguns anos atrás em Silverstone”, disse Whiting.
“No acidente de Charles (Leclerc) em Spa, esse tipo de coisa não teria sido eficaz. Estamos falando em 10% da proteção que o halo pode oferecer, no geral”.
Robert Wickens esteve envolvido em um grande acidente em Pocono no mês passado, o que o deixou com ferimentos graves. O carro de Wickens foi arremessado em uma cerca depois de fazer contato com Ryan Hunter-Reay. Apesar da IndyCar não ser governada pela FIA, Whiting diz que os dois estão em contato sobre o desempenho das cercas na série.
“Eu acho que há lições que provavelmente podemos aprender com isso, porque eu acho que uma das coisas que foi interessante sobre o acidente foi a maneira em que o carro, depois de atingir as cercas, o que as cercas podem causar nessas velocidades, dependendo do ângulo, o carro bate nas cercas.”
