A mais alta temperatura na pista encontrada na memória recente foi registrada em Sepang, na Malásia. No começo do segundo treino livre, os termômetros marcaram 61 graus centígrados.
A temperatura da pista variou durante o dia. Este fator impactou diretamente os tempos das voltas, enquanto os pilotos e as equipes completaram simulações de classificação e de corrida, usando os três compostos disponíveis: duro, médio e macio.
O foco do trabalho do dia foi entender o novo asfalto da pista de Sepang, que teve todas as suas ondulações removidas e sua superfície ficou menos abrasiva. Além disso, teve a linha de corrida alterada. Até o momento, a pista parece muito mais veloz, com as voltas mais rápidas de hoje já batendo os melhores tempos de todo o fim de semana do ano passado.
Entretanto, foi bem difícil para os times conseguirem um quadro preciso de desgaste e degradação dos pneus, devido ao tempo perdido durante a bandeira vermelha no primeiro treino livre e, ainda, as temperaturas, que variavam muito e a evolução da pista. Para adicionar ainda mais um fator complicador, o classificatório de amanhã será realizado no fim da tarde, três horas após o início do segundo treino livre. Isso significa que as informações levantadas hoje não serão, necessariamente, representativas. Além disso, o clima pode ficar nebuloso para o restante do fim de semana, com risco de chuva no dia da corrida.
O tempo mais rápido do dia foi feito por Lewis Hamilton, da Mercedes, durante o segundo treino livre. A marca de 1min34s994 foi feita com pneus macios: cerca de 1,3 segundo mais rápido do que o composto médio no dia.
Paul Hembery, diretor de motorsport da Pirelli: “O novo asfalto da pista da Malásia aparenta ser mais rápido e, apesar das temperaturas mais altas de pista vistas nos últimos tempos, todos os três compostos disponíveis aguentaram muito bem o castigo. Isso resultou em tempos quase cinco segundos mais rápidos do que vimos na mesma sessão do ano passado, mas com a chance de mudança do clima para o restante do fim de semana, ainda existem algumas variáveis complexas a serem usadas. Tudo isso dificulta ainda mais o planejamento da estratégia.”
Pressão mínima prescrita dos pneus: 20.5 psi (eixo dianteiro) e 18,5 psi (eixo traseiro).
Fato Pirelli do dia: Um malaio já foi Campeão Mundial FIA, pilotando um carro malaio equipado com pneus Pirelli. Em 2002, Karamjit Singh venceu o Campeonato Mundial de Rally de Carros de Produção pilotando um Proton.
Avistado no paddock: Nenhuma celebridade hoje, mas ao invés disso prédios novos do box para acomodar as unidades de hospitalidade dos times, construídos como parte das renovações feitas no circuito no começo do ano.
