Taxas para sediar GPs não são mais sustentáveis, diz Wolff

Toto Wolff diz que as taxas de hospedagem atuais – para a realização dos Grandes Prêmios – não são sustentáveis e adiciona que a Liberty Media precisa olhar outros caminhos para gerar renda na Fórmula 1.

No ano passado, Silverstone ativou uma cláusula de pausa, para deixar de sediar o GP britânico após 2019, citando as finanças como o motivo. Essa, no entanto, não é a única corrida ameaçada. Hockenheim também afirmou que “não pode continuar” com as condições atuais de seu contrato e declara sofrer enormes perdas financeiras.

Wolff, chefe da equipe Mercedes, concorda que esses acordos não estão funcionando para os circuitos.

“As taxas de sanção foram um dos três principais geradores de receita, do antigo modelo de negócios, de Bernie na Formula 1. E ele foi excepcional nesses negócios. Não tenho certeza de que isso seja sustentável. É claro que quando há uma mudança de regime, as pessoas e os promotores vão negociar e tentar reestruturar o modelo de negócios”, disse o chefe à “Reuters”.

Ainda segundo Wolff: “Bernie estava espremendo o último centavo em benefício dos acionistas e das equipes, mas deixou alguns promotores em uma situação econômica muito difícil”, explicou Toto, em referência ao ex-chefe da categoria Bernie Ecclestone.

O austríaco diz também que cabe à Liberty Media – nova proprietária da categoria – explorar novas vias de geração de renda para a F1, acrescentando que “talvez esse pilar de (taxas de hospedagem) seja difícil de manter nos níveis que vimos antes”.

Enquanto as ofertas de transmissão e publicidade compõem as outras duas partes do modelo Bernie Ecclestone, a Liberty começou a explorar o mercado digital através do streaming da F1, como forma de nova receita.



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