Sainz volta a falar sobre caixas de brita nos circuitos

Carlos Sainz acredita que os diretores de circuito da FIA e a F1 começaram a perceber que a substituição de caixas de brita por áreas de escape de asfalto, foi um erro porque impede que os limites da pista sejam impostos.

O circuito de Spa-Francorchamps, na Bélgica, anunciou recentemente que as caixas de brita, que foram removidas há mais de uma década em várias curvas, serão reintegradas em uma reforma de € 80 milhões. A aplicação negligente dos limites da pista durante a sessão de qualificação para as 24 Horas de Spa da semana passada, levou a alguns traçados ‘bizarros’ sendo feitos no circuito.

“As linhas de traçado que os caras estavam fazendo, não tem nada a ver com a pista de Spa que normalmente corremos”, disse Sainz. “Então, isso só mostra que os circuitos, na minha opinião, foram longe demais.”

Sainz suspeita que Spa não será a última pista a trazer caixas de brita para evitar que os pilotos escapem muito nas curvas. “Eu realmente acho que em muitos circuitos, vamos acabar percebendo que, junto com a FIA, eles fizeram algumas escolhas erradas ao se livrar da brita, se livrar da grama, se livrar das coisas naturais que evitam que os pilotos escapem muito, ultrapassando os limites.”

“Espero que Spa sirva de exemplo para as pistas futuras em que iremos correr, e que não se possa seguir na direção que estavam indo até agora.”

A F1 correu no Autódromo do Algarve, em Portugal, no fim de semana passado, que tem áreas de escape de asfalto em várias curvas. Os limites da pista eram policiados em algumas áreas por sensores de cronometragem que detectavam se os pilotos haviam ido muito longe. Estes foram ajustados entre sexta e sábado para definir o limite da pista como a borda da zebra em vez da linha branca ao redor da pista.

Sainz disse que a revisão foi muito melhor para os pilotos poderem avaliar a distância que podem percorrer. “A linha branca é muito estreita para nós, pilotos, calcularmos a 300 km/h.”

“A zebra vermelha e branca é muito mais fácil de calcular e localizar na pista quando estamos fazendo 300 km/h para manter um pneu no limite.”

O diretor de corridas da Fórmula 1, Michael Masi, concorda que há espaço para melhorias na forma como o esporte controla os limites das pistas.

“Várias soluções foram examinadas ao longo do tempo, seja agora com os sensores, seja diferentes tipos de zebras, diferentes tipos de área de escape, então não é uma solução simples”, explicou ele. “Se bem me lembro, voltando alguns anos, o debate era sobre por que as pessoas não estavam usando a pista e estavam excedendo os limites da pista o tempo todo.”

“Então, a solução que temos aqui e agora é ideal, com sensores? Não, provavelmente não é o ideal. Mas é o melhor nas circunstâncias que temos? Parece estar fazendo o trabalho muito bem.”

“Portanto, é uma revisão contínua de tecnologia, soluções físicas, sejam elas quais forem. Não é necessariamente durante o inverno europeu que será analisado, é algo que já foi analisado e está continuamente sendo estudado”, concluiu Masi.

 

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