George Russell é mais um dos pilotos que avaliou os novos carros da Fórmula 1 e o novo regulamento. O titular da Mercedes apontou que há um problema bastante irritante que está afetando as máquinas deste campeonato.
Os carros deste novo conjunto de regras da categoria terão um motor onde 50% é da combustão interna e 50% é da potência elétrica. Portanto, a gestão de energia terá um grande papel para bons desempenhos tanto em classificação quanto em corrida.
Ainda, os competidores devem usar marchas baixas nas curvas para aumentar a rotação dos motores e forçar o carregamento das baterias, algo que o britânico vê como uma questão pouco intuitiva.

“O maior desafio que estamos enfrentando é usar marchas muito curtas nas curvas. Para dar um exemplo, aqui no Bahrein, normalmente a primeira curva era feita em terceira marcha na geração anterior, e agora temos de usar a primeira marcha para manter a rotação alta e o turbo girando”, disse.
“É a única coisa que é bastante irritante e não é muito intuitiva, mas, tirando isso, não dá para discutir a quantidade de potência quando se tem os 350 kW completos, e a aceleração é enorme. Imagine que você está dirigindo para o supermercado, chega na rotatória e engata a terceira marcha para contorná-la, mas de repente a pessoa ao seu lado diz: ‘Engate a primeira marcha'”, opinou.
“Tudo começa a girar em alta rotação, e você não vai ao supermercado em primeira marcha se estiver dirigindo em uma velocidade razoável, e é a mesma coisa aqui. O carro foi projetado para fazer essa curva em terceira marcha, mas por causa do turbo, da pressão do turbo e de tudo mais, você precisa manter a rotação do motor muito alta, o que significa que precisa usar a primeira marcha”, continuou.
“O carro não foi projetado para isso, mas estamos trabalhando em uma solução, e isso não significa que você seja empurrado na curva pelo torque. Às vezes, parece um pouco como se houvesse um freio de mão quando você precisa reduzir as marchas”, encerrou.
