Mario Isola, gerente de corridas da Pirelli, diz que o GP da Espanha teria sido imprevisível, se o fornecedor de pneus da Fórmula 1 não tivesse modificado seus compostos.
A fabricante italiana decidiu reduzir a espessura da banda de rodagem em 0,4mm, devido a bolhas sofridas nos pneus durante os testes, ocasionadas pelo novo asfalto do circuito de Barcelona. A mudança também afetará os GPs franceses e britânicos.
Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen sugeriram que, a Ferrari seria prejudicada em seu trabalho para conseguir que os compostos funcionassem, em comparação a Mercedes. Entretanto, a mudança teve o efeito desejado de evitar a formação de bolhas e 10 dos 14 finalistas completaram a corrida com uma só parada.
“Se você tem um alto nível de bolhas afetando todos ou a maioria dos carros, você tem uma loteria, não uma corrida. Não é a abordagem correta e nós, como único fornecedor, temos de fornecer o mesmo produto para todos, adequado para o circuito e assim por diante” disse Isola à “Autosport”.
Vettel sugeriu que a mudança tornou o composto do pneu mais duro, uma sugestão que Isola negou: “O composto é exatamente o mesmo e a construção é exatamente a mesma, a diferença é a espessura”, respondeu Isola.
“É difícil explicar do ponto de vista técnico, porque se o supermacio foi excluído durante a corrida, porque o sentimento geral era de que seria muito suave, o problema está um pouco do outro lado”, acrescentou o gerente.
Isola também criticou as suspeitas de que as mudanças teriam sido para ajudar a Mercedes e prejudicar a Ferrari: “Nós nunca faríamos algo assim. Trabalhamos com todos os principais fabricantes, mais do que apenas os da F1, então por que daríamos uma vantagem a um?”, disse Isola.
