Durante o dia de mídia do GP da China, em Xangai, os pilotos fizeram fortes críticas sobre o atual momento da Fórmula 1. Termos como “falso” e “corrida sem culhão” refletem a insatisfação dos competidores com a nova geração de carros e o impacto da gestão de bateria no desempenho.
Sergio Pérez, da Cadillac, abriu o dia de entrevistas afirmando que o novo regulamento é “falso”. Segundo ele, correr hoje depende mais de quem administra melhor a bateria do que de pilotagem. “Correr com a nova geração de carros de F1 tem pouco a ver com pilotagem e tudo a ver com quem tem a bateria mais carregada”, disse.

Oscar Piastri detalhou como a estratégia de energia afeta a pilotagem: “Eu fui ficando mais e mais corajoso durante o classificatório, e isso me fez ficar mais lento nas retas”, revelou o piloto da McLaren. No novo regulamento, curvas rápidas exigem marchas baixas e rotação alta para recarregar a bateria; caso contrário, o tempo de volta piora.
O tetracampeão da Red Bull, Max Verstappen, concorda: não é mais o piloto mais rápido que vence, mas quem gerencia melhor a energia. “Quanto mais você acelera, mais bateria você usa. Quanto mais tarde você freia, quanto mais cedo você acelera, pior é para a bateria”, explicou ao GPblog.
O descontentamento se soma à percepção de que a promessa de “entretenimento” das novas gerações de carros, vista no GP da Austrália, era ilusória. De acordo com os pilotos, algumas regras devem ser revistas para aprimorar o regulamento.
