Após a corrida, os pilotos Carlos Sainz, Sergio Pérez e Lewis Hamilton falaram sobre o grupo de manifestantes que tentaram invadir o GP da Inglaterra deste domingo (03). A FIA e a F1 confirmaram que um grupo de manifestantes foi preso depois de tentar obter acesso à pista no início da corrida.
Na entrevista coletiva, Hamilton comentou em defesa dos manifestantes. “Eu não sabia para que era o protesto, acabei de descobrir. Adoro que as pessoas estejam lutando pelo planeta e precisamos de mais pessoas como elas”, disse ele.
Logo após essa fala do britânico, a Mercedes soltou um comunicado dizendo que Hamilton estava “endossando seu direito de protestar, mas não o método que eles escolheram, o que comprometeu sua segurança e a de outros”.
Sainz contou que pensou que a corrida foi interrompida por causa das pessoas na pista no início da prova. O espanhol explicou que simpatiza com a causa e apontou que a F1 está tomando medidas para reduzir o uso de combustíveis fósseis. Porém, ele ressalta que os manifestantes que não devem colocar vidas em risco. “Eu apoio a causa, acho que a F1 já está fazendo um ótimo trabalho para tentar zerar o carbono até 2030”.
“E estamos pressionando nessa área e estamos pressionando a F1 e a FIA para encontrar maneiras de seguir nessa direção. As pessoas obviamente precisam se manifestar e fazer manifestações onde quiserem porque é um direito. Eu simplesmente não acredito que pular em uma pista de Fórmula 1 seja a melhor maneira de fazer isso e colocar você e todos os outros pilotos em risco”, disse Sainz.
O mexicano Sergio Pérez também concorda com Sainz e afirmou que os manifestantes devem tomar cuidado para não colocar as pessoas em risco. “Certamente a F1 precisa fazer mais, precisa continuar empurrando e melhorando e indo nessa direção.
“E é ótimo ver as pessoas lutando por sua causa, mas obviamente é melhor que elas não se coloquem em risco e não coloquem outras pessoas em risco. Porém, tenho certeza de que a F1 ainda pode fazer mais e temos que continuar trabalhando juntos para mostrar um bom exemplo”, concluiu Pérez.
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