A temporada F1 2026 começa em menos de três semanas, na Austrália, e a expectativa é alta com o novo regulamento, que traz mudanças profundas em motor e chassi. Entre as maiores alterações estão 50% de eletrificação na unidade de potência, combustíveis totalmente sustentáveis e aerodinâmica ativa. Porém, as largadas da nova temporada têm gerado preocupação.
Com a remoção do MGU-H, o turbo lag — atraso na resposta do motor turbo ao acelerar — voltou a ser um problema, aumentando o risco de carros pararem no grid e provocarem incidentes. O comentarista e ex-piloto Alex Brundle pediu uma solução por parte da alta cúpula da categoria: “O mais inteligente a fazer é intervir nesses protocolos de largada dos GPs. É uma questão pura de segurança. Estar parado no grid, esperando que o piloto que não vê nada lá de trás, do P20, te acerte, é uma das coisas mais assustadoras nas corridas.”

Sobre a sugestão de um intervalo de 10 segundos entre o último carro no grid e o início da largada, ele afirmou: “Sim, exatamente algo assim vai ajudar. Eles não sabem ‘qual’ vai morrer, e então perdem a visão por causa de todos os outros carros tentando desviar deles no último minuto.”
Andrea Stella, chefe da McLaren, também destacou a importância de um procedimento seguro para os pilotos. “Precisamos garantir que todos os carros tenham a unidade de potência pronta para funcionar. O grid não é o lugar onde você quer ter carros lentos na arrancada. Todas as equipes e a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) devem agir com responsabilidade.”
Pilotos como Max Verstappen e Lewis Hamilton criticaram os novos carros, chamando-os de “anti-corrida” e afirmando que algumas exigências “não são o que é corrida”. A Ferrari teria resistido a ajustes no procedimento de largada, mas a FIA ainda pode impor mudanças antes da abertura em Melbourne.
