Sergio Pérez relembrou como foi o período em que correu na Fórmula 1 com a Red Bull. O mexicano não apenas falou da dificuldade do ambiente do time como também foi difícil dividir a garagem com Max Verstappen.
O agora titular da Cadillac se juntou ao time de Milton-Keynes ainda em 2021 para substituir Alexander Albon. Entretanto, após ser apenas oitavo em 2024, acabou liberado pela equipe austríaca, sendo substituído por Liam Lawson – que posteriormente foi substituído por Yuki Tsunoda.
Revisitando o tempo em que defendia a equipe das bebidas energéticas, Checo, que volta ao grid em 2026, reforçou como foi uma época bastante difícil de lidar.
“Eu estava na melhor equipe, uma equipe complicada. Ser companheiro de equipe do Max já é muito difícil, mas ser companheiro de equipe dele na Red Bull é o pior trabalho na Fórmula 1, de longe”, disse no podcast Cracks.

“Eu sabia no que estava me metendo na Red Bull. Quando me sentei com Christian, ele me disse: ‘Vamos correr com dois carros porque precisamos, mas este projeto foi criado para Max; ele é o nosso talento.’ Eu estava muito ciente disso. Eu disse a ele: ‘Não importa’, vou desenvolver o carro, vou apoiar a equipe”, seguiu.
Mas nem tudo foi complicado, já que Pérez explicou que chegou a ficar em pé de igualdade com o tetracampeão no início de 2022 e 2023, especialmente no começo da era do efeito solo. Isso durou até a introdução das atualizações.
“Então a pressão começou, porque de quem era a culpa? Do piloto, porque você não está concentrado, porque está fazendo muitos comerciais. A equipe reclamava de tudo. Na Red Bull, tudo era um problema. Se eu fosse mais rápido, era um problema, isso criava uma atmosfera muito tensa; se eu fosse mais lento que Max, era um problema. Aprendi que essas eram as circunstâncias em que eu estava e, em vez de reclamar, tentei tirar o melhor proveito delas”, encerrou.
