Parece 1º de abril, mas foi verdade: momentos curiosos que marcaram a F1

O dia 1º de abril é mundialmente conhecido como o dia da mentira. Na data, muitos pregam pegadinhas, nem sempre tão inocentes, para pegar os menos atentos. Acontece que a F1 já viveu seus dias da mentira, mas que eram muita verdade.

Com 71 anos de história no esporte a motor, a principal categoria do automobilismo mundial coleciona momentos históricos e memoráveis. Seja vitórias, pódios, quebra de recordes e tantos motivos de comemoração, há também aqueles causos mais bizarros e curiosos.

Pensando nesse 1º de abril e de episódios curiosos da F1, o F1Mania.net decidiu listar algumas das ocorrências que pareceram mentira, mas que foram muito verdade e marcaram a história.

Carro de seis rodas

É bizarro, estranho e realmente mentira, mas de fato existiu. Nas temporadas de 1976 e 1977, a Tyrrell decidiu trazer um projeto inovador, ou nem tanto, para as pistas: um carro com seis rodas. Nomeado Projeto 36, o designer responsável foi Derek Gardner e no conceito trouxe duas rodas mais largas da dianteira e quatro tradicionais atrás.

No campeonato de estreia, teve relativo sucesso com dez pódios, terminando na terceira colocação do campeonato. Ainda, Joddy Scheckter e Patrick Depailler conseguiram uma dobradinha na Suécia. Mas no ano seguinte, com um modelo maior e mais pesado, o sucesso não foi repetido e ali estava o final da vida do carro de seis rodas.

Padre invade a de pista

Durante o GP da Inglaterra de 2003, não eram apenas os pilotos que estavam na pista. Cornelius Horan, fanático religioso, burlou a segurança do autódromo e entrou com um cartaz no traçado enquanto os carros passavam ao lado. Por sorte ninguém ficou ferido e o invasor foi preso na prova que teve Rubens Barrichello como vencedor.

Largada de seis carros – ou menos

No GP de Indianápolis de 2005, uma cena entrou para a história da F1, e não, não um acidente, mas porque apenas seis pilotos alinharam no grid. Por falhas estruturais, as equipes com pneus Michelin pediram para que os competidores voltassem para os boxes após a volta de apresentação. Com isso, apenas Jordan, Ferrari e Minardi, com compostos Bridgestone, partiram para o GP dos EUA.

Mais recentemente, uma nova largada, ou relargada, curiosa foi vista – mais precisamente, no GP da Hungria de 2021. Após um acidente na primeira curva que pegou diversos competidores, diversos pilotos foram aos boxes para a troca do composto médio para o de pista seca. Acontece que Lewis Hamilton foi o único que ficou na pista e quando o recomeço foi autorizado, saiu sozinho enquanto o restante do pelotão estava no pitlane.

Vencendo sem marcha ou pneu

Pilotar um F1 é muito mais difícil e complexo do que muitos imaginam, então, pense vencer quando o carro não está na melhor forma? Ayrton Senna já teve de passar por isso no memorável GP do Brasil de 1991, quando dominou o final de semana e vinha em uma vitória certa. Acontece que nas voltas finais, percebeu que a caixa de câmbio de sua McLaren estava quebrada e precisou cruzar a linha de chegada com apenas a sexta marcha – mas conseguiu e garantiu seu primeiro triunfo em Interlagos.

Nos dias atuais, o heptacampeão da Mercedes também teve uma vitória com um carro “quebrado”. Também correndo em casa, no GP da Inglaterra, o inglês vinha na primeira colocação quando na última volta, um de seus pneus estourou. Abandono? Não, o piloto levou o carro até a bandeira quadriculada e garantiu o degrau mais alto do pódio.

A corrida que nunca foi

O GP da Bélgica da F1 foi a corrida que nunca aconteceu. Uma forte chuva se fez presente durante todo o final de semana em Spa-Francorchamps, primeira prova após a pausa de verão. Na classificação, Lando Norris já havia sofrido um forte acidente, mas saiu sem grandes problemas do ocorrido.

No dia seguinte, então, a precipitação apertou ainda mais no circuito belga. Os pilotos chegaram a dar duas voltas atrás do carro de segurança, mas a situação estava bastante perigosa e não poderia ser dada a largada, jogando quase um balde de água literal em todos presentes. Lá, George Russell conseguiu seu primeiro pódio na F1 com a Williams.