Após o acidente envolvendo Ollie Bearman no GP do Japão, a segurança nas novas regras da Fórmula 1 voltou ao centro das discussões. A colisão, causada por uma grande diferença de velocidade entre o piloto da Haas e o Alpine de Franco Colapinto, motivou a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e as onze equipes da categoria a se reunirem na próxima quinta-feira, 9 de abril, para avaliar possíveis alterações no regulamento técnico.
Apesar da preocupação crescente, fontes do GPblog indicam que não há expectativa de mudanças imediatas. Alterações significativas nas regras dificilmente serão implementadas antes da temporada de 2027 e os pilotos não devem ser ouvidos neste primeiro momento.

Em entrevista ao De Telegraaf, Jos Verstappen, pai do tetracampeão mundial Max Verstappen, destacou que as equipes com mais recursos tendem a resistir a qualquer modificação. “Também é um jogo político; mudanças nem sempre são fáceis de conseguir. Toto Wolff e a Mercedes vão querer manter esses regulamentos pelo maior tempo possível”, afirmou.
“Eles investiram muito dinheiro e tempo nisso e claramente têm uma vantagem, também em termos de conhecimento em comparação com suas próprias equipes-clientes, por exemplo. Esse é o direito deles, é claro; agora eles podem se beneficiar disso”, complementou.
Max Verstappen está sendo um dos maiores críticos ao novo regulamento. O piloto da Red Bull chegou a dizer que pode se aposentar ao final do ano, já que não sente que está vivendo a Fórmula 1 de forma competitiva.
