A Haas provou que novas equipes de Fórmula 1 não necessariamente “passarão vergonha” em suas temporadas iniciais na categoria, de acordo com o chefe Gunther Steiner.
A geração anterior de estreantes na F1 fracassou, com Lotus/Caterham, Virgin/Marussia/Manor e HRT, que entraram em 2010, andando sempre no final do grid antes de fecharem as portas.
Enquanto essas três equipes foram criadas para aproveitar o teto orçamentário planejado que nunca se concretizou, a Haas conseguiu formar uma parceria técnica com a Ferrari quando as regras relacionadas aos componentes que as equipes precisam projetar sozinhas foram relaxadas.
A Haas terminou em oitavo lugar no campeonato de construtores em suas duas temporadas na F1 até agora, conseguindo lidar com a preparação para a grande mudança de regulamento em 2017 sem perder a competitividade.
“Antes de entrarmos na primeira temporada, disseram que nós nunca conseguiríamos e coisas assim”, declarou Steiner para o ‘Autosport’. “E disseram que a segunda temporada é mais difícil”.
“Eu nunca responderia com arrogância dizendo ‘sim, nós sabemos disso’, mas já fiz de tudo em minha vida e carreira, então tento prevenir (um segundo ano complicado).
“Na época, eu não sabia se poderia evitar isso ou não, mas nós certamente tentamos”, disse Steiner.
“Eu acho que fizemos um trabalho muito bom. Uma segunda temporada com um regulamento completamente novo, não foi ruim.
“Eu não diria que passamos vergonha”, afirmou.
A Haas esperava avançar de sua oitava posição em 2016 neste ano, mas terminou na mesma posição depois da estreita briga com Renault e Toro Rosso pela sexta posição.
“A competição desta temporada foi muito forte no pelotão intermediário”, disse Steiner.
“Perdemos alguns pontos aqui e ali que fizeram diferença.
“Em resumo, crescemos em equipe e melhoramos, mas ainda há muito trabalho para o próximo ano”.
A Haas terminou o ano apenas seis pontos atrás da sétima colocada Toro Rosso, e 10 da Renault em sexto.
