Esteban Ocon confirmou que aceitou ordens da equipe Mercedes durante o GP de Mônaco.
Ocon, que ainda está sob contrato com a fabricante alemã, permitiu que Lewis Hamilton passasse de forma incontestável, pouco antes da Nouvelle Chicane. O britânico da Mercedes havia entrado cedo para um pit-stop, na tentativa de ganhar uma posição de Sebastian Vettel, durante a entrada nos boxes, “passando” pelo francês da Force India durante o seu retorno.
Questionado se as ordens da equipe estavam em vigor, Ocon disse: “Eu sou um piloto da Mercedes, você deveria perguntar ao chefe”, o francês acrescenta: “Seria inútil lutar com ele (Hamilton), especialmente porque ele tinha pneus novos”.
Perguntado se havia uma “regra não escrita em contratos” de que a Force India – movida pelo motor Mercedes – não deveria tornar as coisas “difíceis” para os carros alemães, Ocon respondeu brevemente que “Talvez”.
O jornal belga La Dernière Heure recebeu a confirmação do chefe da Mercedes, Toto Wolff, de que Ocon tinha sido ordenado a “se afastar”.
“Sim, porque é desta forma que as coisas são”, disse Wolff.
Não é primeira vez que a Force India recebe ordens da Mercedes. Eddie Jordan, ex-chefe de equipe da F1, colocou Bob Fernley – chefe do time indiano – em uma “saia justa”, após o GP do Canadá do ano passado. Jordan alegou que a Force India recebeu ordens diretas da equipe alemã, Fernley, desconcertado, negou veementemente em frente às câmeras.
