Ocon compara carros da F1 2026 aos de 2016 e aponta pontos positivos
As mudanças no regulamento da Fórmula 1 para 2026 têm gerado muitas críticas por parte dos pilotos. A divisão de 50% da unidade de potência entre energia elétrica e combustão está levando boa parte dos competidores a compararem o novo esquema tático com jogos de videogame. Apesar disso, alguns fizeram avaliações positivas dos novos carros, como Esteban Ocon.
O piloto da Haas afirmou que os carros atuais lembram os de 2016, especialmente no comportamento nas curvas: “Acho que o ponto positivo é a sensação do carro nas curvas”, disse ele. “Está muito mais próximo de como era provavelmente em 2016, como os bons carros de 2016, os carros de ponta.”
Segundo o francês, a dirigibilidade está mais previsível e equilibrada. “Definitivamente, a forma como você derrapa, como você pode atacar as curvas, é muito mais previsível e muito melhor em termos de equilíbrio e também de como o carro se comporta no geral. Então, para mim, isso é um avanço em relação ao ano passado.”
Foto: XPB Images
Ocon também destacou o aumento de ultrapassagens no GP da Austrália, motivo de reclamação de outros pilotos, que afirmaram que as movimentações são artificiais. “Teve mais ultrapassagens, mais disputa de roda a roda durante a prova, o que foi definitivamente positivo. É simples de pilotar? Não. O piloto consegue fazer diferença suficiente com seu estilo para conseguir fazer jogadas de xadrez? Não. E esse é provavelmente o ponto negativo no momento.”
Para o GP da China deste fim de semana, os níveis de energia serão maiores, o que deve reduzir o criticado “superclipping” visto na Austrália. A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) também informou que avaliará possíveis mudanças na distribuição de energia após a corrida em Xangai.