Novos circuitos têm entrado no calendário da Fórmula 1, mas Nürburgring ainda segue ausente. E com Max Verstappen agora frequentando mais o circuito, fica a dúvida do motivo do circuito não estar na categoria – mas do ponto de vista do próprio autódromo, o modelo atual da F1 não fecha as contas.
O tetracampeão da Red Bull tem frequentado cada vez mais a pista em sua aventura no mundo do GT3 – inclusive, disputa as 24 Horas de N6urbrugring agora em maio. E o próprio piloto não se mostra contrário ao retorno do circuito ao calendário da principal categoria do automobilismo.
Não apenas ele, após fazerem testes da Pirelli no mês de abril, tanto George Russell quanto Oscar Piastri se mostraram favoráveis à ideia. A última vez que o circuito recebeu uma etapa da F1 foi o GP de Eifel de 2020, durante a pandemia da Covid-19.

Então, o circuito está aberto para uma possível volta à Fórmula 1, mas não em qualquer condição. “Acho que sempre foi uma questão de perspectiva e planejamento de longo prazo. O que sempre dissemos é que não queremos retornar à Fórmula 1 como uma solução temporária, sempre que o Nürburgring for necessário”, disse o porta-voz Alexander Gerhard ao GPblog.
O dirigente também apontou o desafio financeiro de sediar um GP nos moldes atuais. “Se você olhar para o ‘produto’ Fórmula 1, no momento ele é adquirido por um valor X, e o potencial de retorno é extremamente pequeno. Isso significa que há uma grande chance de prejuízo com esse evento. Esse não é um modelo de negócio do qual o Nürburgring queira participar”, completou.
