Nomeação de Carmen Jordá para a Comissão das Mulheres é “um passo para trás”

As principais pilotas de corrida chamaram a nomeação da ex-pilota de desenvolvimento da Lotus na Fórmula 1, Carmem Jordá, para a Comissão de Mulheres do Esporte a Motor da FIA, de “incrivelmente desanimadora” e “um passo para trás”.

Jordá recentemente gerou controvérsia  com comentários sobre o fato que as mulheres deveriam competir em seu próprio campeonato da Fórmula 1, porque, na opinião dela, elas não conseguem competir igualmente com os homens na Fórmula 1, com as diferenças físicas inegáveis entre si.

A nomeação de Jordá – que em três temporadas na GP3 nunca conseguiu se classificar entre os 20 primeiros – vem em meio a relatos de que uma empresa com sede em Londres está se preparando para lançar um campeonato feminino de seis corridas, para começar em 2019.

Pippa Manm, que pilotou na IndyCar em 2015, a campeã britânico do GT4 Jamie Chadwick e a pilota da GP3, Tatiana Calderon, expressaram sua preocupação com as implicações da nomeação de Jordá.

Mann chamou a atenção para Cristina Nielsen, que ganhou o título da IMSA SportsCar GTD, Katherine Legge também ganhou o IMSA GTD, Calderon conseguiu uma pole na extinta World Series V8 3.5.

“Para mim a nomeação de alguém com essas crenças fundamentais, para um comitê destinado a promover a causa das mulheres nas corridas, é incrivelmente desanimador e representa um verdadeiro passo para trás da FIA”., disse Mann.

Já Calderon acredita que a notícia de Jordá “unirá” outras pilotas que querem oportunidades iguais.

“Foi uma surpresa para todos, especialmente porque a maioria das mulheres que estão correndo em grandes séries no momento não concordam com o ponto de vista (de Jordá).

“Definitivamente, podemos competir no mais alto nível e não há absolutamente nenhuma necessidade de um campeonato feminino”, disse Calderon.

Susie Wolff, ex-pilota de teste da Williams enfatizou o automobilismo como uma atividade em que as mulheres têm chances iguais.

“O automobilismo, ao lado do hipismo e da vela, são os três esportes em que as mulheres e homens podem competir juntos”, disse Wolff ao ‘Autosport’.

“Em cada um, um grande equipamento ou animal está envolvido – não se resume a pura força ou massa muscular.

“Se você deseja ver as mulheres com mais sucesso no automobilismo é simplesmente aumentar a base de talentos – inspire mais garotas para entrar no esporte e ofereça suporte para que subam ao topo”.

“Se a mulher certa vier junto com dinheiro e talento elas podem chegar à Fórmula 1”.

Chadwick, que este ano correu na Fórmula 3 britânica, disse que não tinha “nada contra” Jordá, mas que “seria uma vergonha” se promovessem uma competição com gêneros distintos: “Eu acho que vai diminuir o padrão, eu sei que no meu melhor dia eu posso competir igualmente com os homens”.



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