Não é só o Atlético-MG no Brasileirão! Relembre pilotos que passaram por jejuns na F1

Jejum. Esta é uma palavra que causa calafrios em atletas, clubes e torcedores de qualquer esporte, pois representa um longo período sem vitórias e títulos. Foi exatamente isso que o Atlético-MG quebrou nesta quinta-feira (2), ao vencer o Bahia por 3 a 2, em jogo disputado na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), sagrando-se campeão brasileiro após 50 anos.

Na Fórmula 1, não houve um jejum tão grande de títulos quanto o do Galo no Brasileirão. A Williams não é campeã com um piloto desde 1997, com Jacques Villeneuve. A Ferrari levou 21 anos para voltar a ter um campeão mundial, período entre as conquistas de Jody Scheckter, em 1979, e Michael Schumacher, em 2000. Levando em conta pilotos e vitórias, os números são menores.

Pensando em jejum de vitórias, F1Mania.net traz para você os cinco pilotos que levaram mais tempo entre triunfos na mais importante categoria do esporte a motor mundial. A lista conta com nomes do passado e pilotos que ainda estão em atividade na F1. Confira!

Riccardo Patrese
Intervalo sem vitórias: 6 anos, 6 meses e 28 dias
(GP da África do Sul de 1983 e GP de San Marino de 1990)

Patrese passou 17 anos disputando pelos menos uma corrida por temporada da F1, vencendo pela segunda vez na carreira em Kyalami, em 1983, quando defendia a Brabham. Neste período, o italiano passou ainda por Benetton, retornou para a Brabham e migrou para a Williams em 1988. Porém, a primeira vitória no time inglês veio apenas no GP de San Marino de 1990, em Ímola. Patrese teve seis vitórias na categoria.

Bruce McLaren
Intervalo sem vitórias: 6 anos e 6 dias
(GP de Mônaco de 1962 e GP da Bélgica de 1968)

Bruce McLaren teve todo o início de trajetória na Fórmula 1 pela Cooper Car, tendo vencido nos Estados Unidos, em 1959, na Argentina, em 1960, e em Mônaco, em 1962. O que o neozelandês não imaginava é que levaria tanto tempo para voltar a vencer. O triunfo veio apenas no GP de Bélgica de 1968, já defendendo sua própria equipe. Foi o último primeiro lugar de Bruce McLaren na categoria.

Jack Brabham
Intervalo sem vitórias: 5 anos, 10 meses e 19 dias
(GP de Portugal de 1960 e GP da França de 1966)

Um dos maiores nomes da história da F1, Jack Brabham foi campeão em 1959 e 1960, encerrando a campanha do bicampeonato com uma vitória em Portugal. Após correr em 1961 pela Cooper, mesmo time onde venceu seus primeiros títulos, o australiano fundou sua equipe, e só voltou a triunfar no GP da França de 1966, com a Brabham. Jack terminou aquela temporada com o título mundial, garantindo o tricampeonato.

Mario Andretti
Intervalo sem vitórias: 5 anos, 7 meses e 18 dias
(GP da África do Sul de 1971 e GP do Japão de 1976)

Outro nome dos mais importantes do esporte a motor mundial que passou por uma seca de vitórias na F1 foi Mario Andretti. O americano venceu pela primeira vez no GP da África do Sul de 1971, correndo pela Ferrari. Uma mudança para a equipe de Parnelli Jones, em 1974, fez com que o piloto ficasse sem vitórias. Andretti passou para a Lotus em 1976, e venceu o GP do Japão, em Fuji, numa corrida que garantiu o título mundial a James Hunt.

Kimi Räikkönen
Intervalo sem vitórias: 5 anos, 7 meses e 4 dias
(GP da Austrália de 2013 e GP dos Estados Unidos de 2018)

Prestes a encerrar a carreira definitivamente na Fórmula 1, Kimi Räikkönen é o recordista em GPs sem vitórias: 114. Após deixar a categoria em 2010, quando já era campeão do mundo, o piloto voltou para a F1 em 2012, e venceu o GP da Austrália de 2013 pela Lotus. A partir daí, o piloto retornou à Ferrari, mas só venceu novamente em Austin, em 2018. Este é até hoje o maior jejum entre pilotos em atividade no Mundial.