Prestes a iniciar sua segunda temporada completa na Fórmula 1, Liam Lawson admitiu que, apesar de toda a preparação nas categorias de base, nada se compara ao peso real de competir na Fórmula 1, o nível mais alto do automobilismo.
“É enorme, é massivamente diferente na F1. Não acho que nada possa prepará-lo para a pressão real de estar na F1”, afirmou o piloto. Segundo Lawson, a exigência é imediata e não existem espaços para hesitação: “Mas você não tem tempo para pensar nisso. Se você tem um fim de semana ruim, tem um ou dois dias para superar e seguir em frente”.
Lawson garantiu sua permanência no grid para a temporada de 2026 após um ano de estreia completo marcado por oscilações. Ele já havia tido oportunidades pontuais em 2023 e 2024, mas foi apenas no ano passado que disputou sua primeira campanha inteira. O início, porém, foi turbulento: o piloto começou a temporada defendendo a Red Bull, mas acabou rebaixado para a Racing Bulls após duas rodadas consideradas decepcionantes.

Mesmo assim, ele considera o aprendizado significativo para sua trajetória como piloto. “É meu segundo ano na F1, aprendi uma quantidade enorme no único ano que fiz”, disse. “Estou definitivamente grato por entrar nesta temporada com tudo que aprendi no ano passado. Mas, com carros novos, é algo que vamos enfrentar juntos”.
Em 2026, Lawson terá ao seu lado o estreante Arvid Lindblad, promovido da Fórmula 2. Questionado se a chegada do novato aumenta a pressão sobre seu desempenho, o neozelandês minimizou o impacto. “Eu acho que não. Talvez haja uma maior expectativa de um papel de liderança, mas, ao mesmo tempo, é um novo ano com carros novos”.
Acostumado ao ambiente competitivo desde cedo, Lawson afirmou que lidar com cobranças faz parte de sua formação como piloto. “É algo a que fui exposto desde jovem”, explicou. “Há um pouco mais da Red Bull, quando assinei com eles em uma idade jovem, eles o colocam sob pressão e quase o preparam para a F1″, concluiu ele.
