A escalada no Oriente Médio chegou a dois endereços que a Fórmula 1 conhece muito bem: Abu Dhabi e Bahrein. Neste sábado (28), o Irã lançou mísseis contra países do Golfo em retaliação aos ataques dos EUA (em coordenação com Israel) contra alvos em território iraniano, segundo relatos de agências e autoridades.
Em Abu Dhabi, a imprensa estatal dos Emirados relatou ao menos uma morte. Já no Bahrein, impacto atingiu um centro de serviços ligado à 5ª Frota dos EUA, em um movimento que eleva a tensão justamente em uma região que abriga etapas-chave do calendário da categoria. 
O efeito colateral mais imediato, e que pega a F1 direto na veia logística, veio pelo céu: companhias aéreas suspenderam e desviaram voos, e mapas de tráfego mostraram corredores aéreos esvaziados sobre pontos sensíveis, com alertas de segurança e fechamento parcial/temporário de espaços aéreos na região.
Com o fechamento, menos rotas ficam disponíveis, mais desvios são anunciados, assim como mais atrasos e um risco real de “efeito dominó” em conexões internacionais (carga e passageiros). 
No paddock, isso liga um sinal amarelo bem forte para os próximos deslocamentos. Um voo com integrantes da Williams apresentou dificuldades para sair de Londres e foi adiado e a Fórmula 1 já monitora a situação também para as etapas do Golfo, como o próprio GP do Bahrein, que acontece entre os dias 10 e 12 de abril.
Com a estreia do novo carro, as equipes já estão com cronograma apertado para o início da temporada e qualquer atraso pode ser crucial.
